Estêvão em dúvida para a Copa do Mundo de 2026: lesão na coxa gera preocupação!

A lesão na coxa direita de Estêvão gera incertezas sobre sua participação na Copa do Mundo de 2026. Entenda a gravidade e as implicações dessa situação!

23/04/2026 18:11

3 min

Estêvão em dúvida para a Copa do Mundo de 2026: lesão na coxa gera preocupação!
(Imagem de reprodução da internet).

Incertezas sobre a participação de Estêvão na Copa do Mundo de 2026

A possível lesão na coxa direita do atacante Estêvão levanta dúvidas sobre sua presença na Copa do Mundo de 2026. O diagnóstico, classificado como “grau quatro”, foge das definições tradicionais de lesões musculares no futebol, sugerindo um quadro mais complicado.

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Lesões musculares são comuns no esporte e ocorrem quando as fibras se rompem devido a um estresse mecânico excessivo, afetando o sistema músculo-esquelético, que representa cerca de 45% do peso corporal.

O médico Moises Cohen, ortopedista do Einstein Hospital Israelita, explicou à CNN Brasil sobre os diferentes tipos de lesões. O estiramento excessivo é o mais frequente, considerado indireto, quando o músculo é alongado além do seu limite elástico, especialmente durante contrações excêntricas, como arrancadas, saltos e chutes.

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Além disso, contusões diretas são comuns em esportes de contato, e a fadiga muscular pode aumentar o risco de lesões, especialmente no final das partidas.

Vulnerabilidade de grupos musculares

Alguns grupos musculares são mais suscetíveis a lesões, como os isquiotibiais, que estão na parte posterior da coxa e atravessam duas articulações, sendo exigidos em sprints. O quadríceps, que sofre fortes contrações em chutes e saltos, e a panturrilha, essencial para a propulsão, também são vulneráveis.

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A recorrência dessas lesões é alta, e fatores como a formação de tecido cicatricial menos elástico, alterações biomecânicas após lesões anteriores, retorno precoce às atividades e aspectos psicológicos, como o medo de se mover, contribuem para isso.

Classificação das lesões musculares

A classificação tradicional divide as lesões em três graus, conforme a gravidade do dano às fibras musculares. O grau um, ou lesão leve, ocorre com estiramento do músculo e ruptura de menos de cinco por cento das fibras, resultando em dor leve e pequeno edema, com recuperação em uma a duas semanas.

O grau dois, ou lesão moderada, envolve ruptura parcial, comprometendo entre cinco e cinquenta por cento das fibras, causando dor moderada, perda de força e hematoma, com recuperação de três a seis semanas.

O grau três, considerado grave, refere-se à ruptura completa do músculo, afetando mais de cinquenta por cento das fibras, resultando em dor intensa e incapacidade funcional, com recuperação que pode levar de dois a três meses. O Sistema BAMIC (British Athletics) utiliza cinco graus principais, baseando-se em achados de ressonância magnética.

Tratamento e prevenção de lesões

O tratamento varia conforme a gravidade e a localização da lesão. Moises Cohen destaca que o tratamento depende da lesão específica. Infiltrações com PRP e células-tronco podem ser utilizadas em lesões musculares, enquanto casos mais graves, especialmente próximos ao tendão, podem necessitar de cirurgia.

A decisão sobre o tratamento é influenciada pela gravidade, localização e pela atividade do paciente.

Medidas preventivas incluem fortalecimento muscular, aquecimento adequado, progressão gradual de carga, descanso e avaliação neuromuscular, visando reduzir o risco de lesões futuras.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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