Espirrar várias vezes nem sempre indica doença, mas sintomas associados podem apontar rinite

Crises persistentes ou acompanhadas de coceira, coriza e nariz obstruído podem justificar avaliação médica para identificar a causa e orientar o tratamento.

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Espirros frequentes podem indicar rinite, principalmente quando vêm acompanhados de coceira no nariz, coriza e obstrução nasal. O otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros afirma que não há um número específico de espirros que, sozinho, permita identificar uma doença.

A frequência das crises, as situações em que elas aparecem e os sintomas associados ajudam a investigar a causa. Episódios persistentes ou que atrapalham o sono e as atividades diárias justificam avaliação médica.

Coceira e coriza podem acompanhar a rinite

O espirro é uma reação involuntária que ajuda a expulsar partículas irritantes das vias nasais. Poeira, ácaros, pólen e fumaça podem estimular terminações nervosas na mucosa do nariz e provocar a inspiração seguida da rápida saída de ar pelo nariz e pela boca.

A intensidade varia de uma pessoa para outra. Quem tem rinite ou sensibilidade nasal pode apresentar crises mais fortes quando entra em contato com fatores desencadeantes. Mudanças de temperatura, poluição, pelos de animais e perfumes intensos também podem causar espirros, sem que isso signifique necessariamente alergia ou infecção.

Na rinite alérgica, são comuns espirros em sequência, coceira no nariz, coriza transparente e obstrução nasal. Algumas pessoas também têm coceira e lacrimejamento nos olhos. As crises podem se repetir em situações específicas, como ao limpar a casa, lidar com poeira ou manusear roupas guardadas por muito tempo.

Infecções respiratórias também podem provocar espirros, mas podem vir acompanhadas de dor de garganta, tosse, mal-estar e febre, dependendo da causa. Como sintomas parecidos podem ter origens diferentes, a avaliação médica ajuda a orientar o tratamento.

Reduzir irritantes pode ajudar a controlar as crises

Identificar e diminuir o contato com os fatores que desencadeiam os sintomas é uma das principais medidas para reduzir as crises, especialmente em pessoas com rinite alérgica. Manter os ambientes limpos e ventilados e reduzir o acúmulo de poeira estão entre os cuidados recomendados.

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Também pode ajudar higienizar regularmente roupas de cama e evitar, quando possível, substâncias que irritam o nariz. A lavagem nasal com solução salina deve ser feita conforme orientação adequada.

O tratamento depende da causa e pode incluir controle ambiental e medicamentos, quando indicados por um profissional de saúde. Segundo Borges de Carvalho Barrootorri, episódios isolados podem ocorrer sem representar um problema de saúde, mas crises recorrentes com coceira, coriza ou obstrução nasal merecem investigação.

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