Esesf e MST unem forças em projeto para transformar a economia local e preservar a memória
Agroindústria da Esesf promove desenvolvimento sustentável em comunidades da região
Em março de 2026, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lançou um projeto inovador com o objetivo de impulsionar a economia local e promover a sustentabilidade. A iniciativa, denominada “Campo-Cidade: Geração de Renda e Sustentabilidade”, será executada pela Esesf, associação ligada ao MST, e visa à produção de sucos, polpas e geleias a partir de frutas cultivadas nos assentamentos da Reforma Agrária.
A agroindústria será instalada no assentamento Zumbi dos Palmares, Núcleo 4, em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. A construção, que abrange uma área de 230 metros quadrados, está prevista para ser concluída em outubro. O projeto recebeu apoio financeiro através do edital Petrobras Socioambiental e se insere em um esforço abrangente para o desenvolvimento de 12 comunidades nos municípios de Campos dos Goytacazes, Macaé e São João da Barra.
Foco em geração de renda e sustentabilidade
O projeto “Campo-Cidade” busca fortalecer a economia local por meio de ações estruturadas nos eixos de geração de renda, sustentabilidade e direitos humanos. As atividades incluem capacitações para os trabalhadores, incentivo à economia solidária e o fortalecimento de feiras da agricultura familiar.
A coordenadora geral do projeto, Livea Bilheiro, explica que a proposta visa facilitar o acesso dos beneficiários a políticas públicas de comercialização, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), além de promover a venda direta em feiras.
Preservação da memória e impacto social
Além da produção de alimentos, o projeto prevê a criação do Memorial Cambahyba, uma iniciativa dedicada à preservação da memória histórica da antiga Usina Cambahyba. A iniciativa incluirá a implantação de um portal interativo e a produção de vídeos educativos.
A Esesf estima que a iniciativa beneficiará diretamente mais de 200 jovens e adultos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, com um impacto indireto de cerca de 850 pessoas ao longo dos três anos de execução do projeto.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
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