Erika Hilton acusa o PSOL de desigualdade nos repasses eleitorais

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acusou a direção nacional do PSOL de descumprir acordos eleitorais internos e de distribuir os recursos de campanha de forma desigual, prejudicando candidaturas de pessoas negras, trans e da periferia.
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A declaração foi feita nesta terça-feira, 23 de junho de 2026. Segundo a parlamentar, as decisões do partido desconsideram critérios de gênero, raça e deficiência na definição dos repasses e desmontam a política de inclusão que garantia ajustes financeiros a esses grupos, num momento em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconhece a importância dessas políticas.
Custo da campanha
Erika Hilton, que é negra e travesti, destacou que a campanha exige uma logística complexa e um esquema de segurança de alto custo, sobretudo para disputar um estado do tamanho de São Paulo. Para ela, a direção ignorou essa realidade, o que pode inviabilizar candidaturas diversas.
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Exemplos citados
Para ilustrar o desequilíbrio, a deputada citou nomes que, segundo ela, recebem tratamento financeiro diferente, como Manuela d’Ávila, Juliano Medeiros, Renata Souza, Rick Azevedo e Carlos Giannazi. De acordo com Hilton, Manuela d’Ávila receberia mais que o dobro dos recursos previstos para a campanha dela.
Resposta do partido
Em nota, o PSOL afirmou que a distribuição segue critérios próprios. Depois da reclamação pública, o partido informou que Erika Hilton terá o maior orçamento entre as suas candidaturas proporcionais, de R$ 2,3 milhões.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Clique Fatos
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