Equador aciona forças de segurança para obrigar empresas a cumprir cortes de energia

Empresas de aquicultura e mineração estão entre as apontadas por descumprir o racionamento, enquanto a falta de clareza sobre o calendário provoca reclamações.

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Militares do Corpo de Fuzileiros Navais do Equador guardam a entrada da Penitenciária do Litoral enquanto o estado de emergência continua em Daule, Guayaquil, Equador, em 13 de janeiro de 2024.
Militares do Corpo de Fuzileiros Navais do Equador guardam a ent...
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O governo do Equador anunciou na quinta-feira (15) que mobilizará as forças de segurança para obrigar empresas a cumprir o racionamento de eletricidade imposto durante a crise energética do país. A medida exige que companhias de grande consumo usem fontes alternativas ou geradores próprios e se desconectem da rede nacional uma vez por semana; as de médio porte devem fazê-lo três dias por semana.

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O secretário-geral do governo, José Julio Neira, disse que pediu a intervenção das forças de segurança para garantir as medidas destinadas a preservar a estabilidade do sistema elétrico. Ele também divulgou uma lista com vinte empresas de consumo médio que, segundo ele, descumprem o racionamento.

Empresas recebem orientações diferentes sobre os cortes

Na lista publicada por Neira aparecem companhias dos setores de aquicultura e mineração, entre outros. As regras, porém, foram apresentadas de formas diferentes por órgãos do governo e pela Corporación Nacional de Electricidad, a empresa pública de eletricidade do país.

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No site da estatal, o racionamento está previsto de segunda a quarta para clientes industriais de alta voltagem e de quarta a sexta para os de média. Um documento de uma subsecretaria do ministério de Energia, emitido na quinta-feira, chegou a informar que os cortes durariam até a próxima terça-feira (20), mas Neira negou essa informação.

A falta de clareza sobre o calendário e a extensão dos cortes provocou reclamações. Em comunicado, a Câmara Nacional de Aquicultura alertou que a cadeia produtiva do camarão, principal produto de exportação do Equador, enfrenta uma “situação crítica”.

Câmara de Aquicultura alerta para impacto no setor

“A ampliação dos cortes e a incerteza sobre o restabelecimento do serviço colocam em risco a sobrevivência dos organismos vivos, a conservação do produto e a continuidade de empresas que mantêm empregos e exportações”, afirmou a associação empresarial.

A Câmara questionou que, “em poucas semanas”, as restrições tenham aumentado de um e dois dias para 72 horas. Também criticou o anúncio de que consumidores de médio porte ficariam quase uma semana sem abastecimento elétrico. Para empresas sem geração própria, uma desconexão desse período “equivale à paralisação total de suas operações”, diz o comunicado, que pede transparência sobre a gravidade da crise energética.

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Crise é atribuída à falta de chuvas

O governo impôs o racionamento após a queda dos níveis das represas hidrelétricas, provocada pela falta de chuvas. Segundo a imprensa local, nos últimos dias ocorreram cortes não previstos em alguns setores do país.

Em 2024, o Equador enfrentou uma grave crise elétrica e precisou adotar racionamentos de até 12 horas diárias para a população. A atual situação levou o governo de Abelardo de la Espriella a retomar a exportação de eletricidade ao Equador, depois de suspender o fornecimento para garantir o abastecimento colombiano diante dos possíveis efeitos do El Niño, que já tem provocado fortes impactos em toda a região.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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