Bolívia prende três brasileiros ligados a assalto à joalheria; um é do Comando Vermelho

A polícia boliviana prendeu, na quarta-feira (15), três brasileiros, um colombiano e uma mulher boliviana suspeitos de envolvimento no assalto à joalheria Imperio, ocorrido no domingo (11). A operação recuperou parte dos itens roubados, e um dos suspeitos foi identificado como integrante do Comando Vermelho.
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Um dos presos é apontado pela polícia como responsável financeiro do grupo e teria administrado cerca de R$ 15,2 milhões em transações mensais. Um quarto suspeito continua foragido.
Ministro alerta para disputa de facções na fronteira
Durante uma coletiva de imprensa em que os suspeitos e os itens apreendidos foram apresentados, o ministro de Governo da Bolívia, Marco Antonio Oviedo, afirmou que organizações criminosas brasileiras, como o Comando Vermelho e o PCC (Primeiro Comando da Capital), disputam o controle de áreas de fronteira.
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Segundo Oviedo, a violência provocada pela disputa atinge cidadãos bolivianos e grupos criminosos rivais. O Comando Vermelho é uma das principais facções brasileiras e também atua na Bolívia.
Bolívia integra grupo que considera facções ameaças compartilhadas
A Bolívia faz parte do Escudo das Américas, grupo que assinou no último mês um decreto classificando o PCC e o CV como ameaças compartilhadas pelos países integrantes.
O documento prevê que os países adotem, conforme suas legislações e obrigações internacionais, medidas como congelamento de bens e restrições de imigração e de vistos para integrantes, associados e apoiadores das organizações. Também prevê responsabilização criminal para quem fornecer conscientemente apoio material aos grupos, incluindo suporte logístico.
A primeira ação conjunta do Escudo das Américas será direcionada a 24 organizações classificadas no documento como “organizações narcoterroristas transnacionais”.
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Dois integrantes do Comando Vermelho foram presos em maio
Em maio deste ano, uma operação internacional prendeu dois integrantes do Comando Vermelho na região de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Segundo a Secretaria de Segurança Pública baiana, um deles era líder da facção, com atuação na Bahia e no Rio de Janeiro.
O homem estava foragido e escondido em uma casa avaliada em R$ 6 milhões. As autoridades o apontam como responsável por tráfico de drogas e armas, mortes violentas, lavagem de dinheiro, corrupção de menores e roubos, entre outras ações ilícitas.
A atuação do líder se concentrava no Engenho Velho da Federação, em Salvador, e também nas regiões Sul e Sudoeste da Bahia. A esposa dele, apontada pelas autoridades como responsável pela movimentação financeira da facção e pela articulação do esquema de lavagem, também foi presa.
Com informações da Reuters.
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Redação Internacional
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