Empresas de transporte urbano buscam incentivos na reforma tributária para renovar frotas

Empresas de transporte urbano buscam garantir incentivos fiscais que possibilitem a renovação de frotas e adaptação às novas tecnologias até 2027.

3 min

Empresas de mobilidade querem fomento a investimentos na reforma tributária | Foto: Reprodução
Empresas de mobilidade querem fomento a investimentos na reforma...
▼

Empresas de transporte urbano estão buscando uma alteração no enquadramento do setor na reforma tributária, visando obter mais incentivos para investimentos nos próximos anos. O objetivo é garantir recursos suficientes para a renovação das frotas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A CNN apurou que as discussões entre representantes do setor privado e do governo federal já começaram, considerando que o período de transição da reforma tributária tem início em 2027.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), aprovada e promulgada em dezembro de 2023, ofereceu duas opções para as companhias: isenção total ou uma redução de 60% na alíquota, resultando em 40% da alíquota padrão com a possibilidade de recuperação total de crédito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante a fase de regulamentação, o setor de transporte coletivo urbano foi classificado sob a isenção total, sem chance de recuperar créditos, seguindo um modelo já existente.

Necessidade de Renovação das Frotas

No entanto, com as mudanças trazidas pela tecnologia e as discussões sobre transição energética, cresce o entendimento sobre a necessidade constante de renovação das frotas. A eletrificação dos ônibus é um exemplo dessa transformação. Atualmente, a tarifa paga pelos passageiros não cobre os custos operacionais, especialmente diante da alta dos juros e da dificuldade em acessar crédito com condições favoráveis para investimentos.

A discussão gira em torno dos créditos tributários como solução viável. Bernard Appy, ex-secretário extraordinário da reforma tributária, destacou à CNN que a ideia inicial da reforma era estimular investimentos. “Quando você oferece isenção ao invés de permitir a recuperação de crédito com alíquota reduzida, cria-se um estímulo menor para o investimento”, comentou Appy.

Ele acrescentou que o debate atual visa avaliar se é sensato mudar essa tributação para criar um modelo que permita a recuperação dos investimentos realizados. No entanto, ele alerta que essa discussão deve ser conduzida com cautela.

Leia também

Expectativas e Desafios do Setor

O setor idealiza contar simultaneamente com alíquota zero e acesso a créditos tributários, mas essa combinação é considerada improvável no momento. Os defensores da mudança no regime tributário argumentam que tal alteração seria vantajosa também para o governo.

Isso porque, sem os créditos disponíveis para investimentos, seriam necessários recursos públicos adicionais para custear a renovação das frotas do transporte coletivo urbano.

A transição da reforma tributária está prevista para ocorrer entre 2027 e 2032, com implementações parciais e testes progressivos pelo setor produtivo brasileiro. A partir de 2033, espera-se que o modelo do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual esteja completamente operacional.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!