Eleição nos EUA: resultado da Câmara deve sair entre 1h e 2h de quarta em Brasília, se houver folga

Quase 250 milhões de eleitores podem votar na disputa que renova toda a Câmara e um terço do Senado, e o controle do Senado pode levar dias, como em 2022.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Mandel Ngan/AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Mandel Nga...
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Os americanos vão às urnas na terça-feira (3) para renovar toda a Câmara dos Representantes e um terço do Senado. Trata-se de uma eleição de meio de mandato que pode mudar o equilíbrio de forças em Washington. Os primeiros resultados começam a sair na noite de terça, mas a definição do controle do Congresso pode levar horas ou até dias, a depender da margem nos estados mais disputados.

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O Alasca e o Havaí, no oeste do país, foram os últimos a abrir as urnas, às 13h e às 14h em Brasília, respectivamente. A eleição é vista como um teste decisivo para o presidente Donald Trump, em um pleito marcado por forte polarização.

Como deve correr a apuração

Os primeiros locais começam a fechar às 18h no horário local em alguns estados da Costa Leste, o equivalente às 20h em Brasília. Na Costa Oeste, em estados como Califórnia, Oregon e Washington, as últimas seções encerram às 20h locais, ou seja, à 1h da madrugada de quarta-feira em Brasília.

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Os últimos pontos do país só fecham uma ou duas horas depois.

Se um dos partidos vencer com folga na Câmara, a tendência deve ficar clara entre 23h e meia-noite na Costa Leste, o que corresponde ao intervalo entre 1h e 2h da manhã de quarta-feira em Brasília. A disputa pelo Senado tende a ser mais complicada.

Os primeiros resultados decisivos devem chegar de Carolina do Norte, Ohio e Maine, e depois a atenção se volta para Texas, Iowa e Kansas, que ficam no fuso Central.

O Michigan tem um caso à parte, pois o estado se divide entre dois fusos horários, o que pode deixar a divulgação mais lenta. A experiência de 2022 mostra que a paciência é necessária: foram quatro dias até a confirmação da maioria no Senado, e os democratas só garantiram o controle da Casa em 12 de novembro, após uma apuração prolongada em estados-chave.

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Quase 250 milhões de eleitores estão aptos a votar

Cerca de 250 milhões de pessoas podem votar nestas eleições. Se os democratas conquistarem uma vitória ampla no Congresso, Trump terá bem menos espaço de manobra nos dois últimos anos do mandato.

O interesse já aparece na participação antecipada. Segundo o site Election Lab, da Universidade da Flórida, quase 58 milhões de americanos votaram antes do dia oficial, seja presencialmente, por correspondência ou em centros de votação antecipada.

A oposição democrata quer retomar a Câmara dos Representantes, que tem 435 cadeiras. No Senado, 35 dos 100 assentos estão em disputa. Hoje os democratas somam 47 senadores e precisam chegar a 51 cadeiras para formar a maioria. Pesquisas mostram disputas apertadas em estados tradicionalmente conservadores, como Maine, Alasca, Texas, Ohio e Kansas.

Uma derrota republicana no Senado reduziria a capacidade do presidente de aprovar indicações para a Suprema Corte e para cargos de alto escalão do governo federal. Além do Congresso, os eleitores também escolhem governadores em 36 estados e renovam centenas de cadeiras nas assembleias legislativas estaduais.

Trump chega à votação com a pior aprovação do segundo mandato

O presidente enfrenta seu pior nível de aprovação desde que voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025. O descontentamento de parte do eleitorado com a guerra contra o Irã e com a alta dos combustíveis pesa nesse quadro. Pela média de pesquisas compilada pelo jornal The New York Times, a aprovação do republicano caiu para 37,5%, o menor patamar do segundo mandato.

Desde março de 2025, a fatia de eleitores que reprova o governo supera a dos que o apoiam. Por isso, a eleição ganhou ares de referendo sobre o presidente, leitura que o próprio Trump repetiu durante a campanha. Ele passou quase um mês percorrendo o país nas eleições legislativas mais caras da história americana, com gastos superiores a US$ 11 bilhões.

Na tentativa de animar a base, Trump deu nesta terça-feira uma entrevista por telefone à Fox News e defendeu a própria gestão. Ele citou a política migratória, as tarifas comerciais, a inflação e a condução da guerra contra o Irã. “Temos que manter a grandeza dos Estados Unidos. Agora somos grandes. Há dois anos éramos terríveis”, afirmou durante o programa Fox & Friends.

Na véspera da votação, o republicano voltou a pedir o voto dos apoiadores e classificou o pleito como decisivo. “São as eleições mais importantes das nossas vidas”, disse.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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