El Niño se intensifica e pode se tornar um Super El Niño; entenda as consequências climáticas

O que esperar com a intensificação do El Niño? Descubra como esse fenômeno pode impactar o clima global e quais consequências já estão sendo previstas

11/06/2026 15:11

4 min

El Niño se intensifica e pode se tornar um Super El Niño; entenda as consequências climáticas
(Imagem de reprodução da internet).

El Niño se Intensifica e Pode se Tornar um Super El Niño

O fenômeno El Niño foi oficialmente declarado e as previsões indicam que ele deve se intensificar, podendo se transformar em um “Super El Niño”. Essa mudança trará grandes alterações nos padrões climáticos globais, resultando em um clima ainda mais quente, conforme um novo relatório divulgado na manhã desta quinta-feira (11) pela NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica).

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El Niño é um padrão climático cíclico que ocorre no Oceano Pacífico tropical, alterando os ventos e apresentando águas excepcionalmente quentes nas regiões central e oriental do Pacífico. Essas alterações nos ventos e nas temperaturas do oceano têm efeitos em cadeia nos padrões climáticos ao redor do mundo.

O Centro de Previsão Climática da NOAA estima que há 63% de chance de que este El Niño se torne um evento “muito forte”, sendo um dos maiores já registrados desde 1950.

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O centro também atribui 100% de probabilidade de que o El Niño persista durante o outono e altas chances de continuidade no inverno. Para ser classificado como um Super El Niño, as temperaturas da água no Pacífico tropical precisam estar mais de 2 graus acima da média, e alguns modelos computacionais indicam que esse limite será amplamente superado.

Movimentação de Águas Quentes e Seus Efeitos

Nos últimos meses, grandes volumes de água quente têm se deslocado do Pacífico ocidental para o Pacífico tropical oriental, impulsionados por mudanças na direção dos ventos. Essa água quente se encontra a profundidades entre 180 e 300 metros abaixo da superfície do oceano e está começando a emergir a milhares de quilômetros a leste, próximo à América do Sul.

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Dinâmicas semelhantes foram observadas em eventos El Niño intensos no passado.

Os Super El Niños são eventos raros, com os mais recentes ocorrendo entre 2015-16, 1997-98 e 1982-83. Como o El Niño envolve a transferência significativa de energia térmica do oceano para a atmosfera, esse fenômeno tem implicações diretas no clima global, elevando as temperaturas médias da superfície do planeta.

Isso, aliado ao aquecimento causado pela poluição dos combustíveis fósseis, pode fazer com que 2027 supere 2024, estabelecendo um novo recorde de calor.

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Monitoramento do El Niño e Seus Impactos

O Centro de Previsão Climática utiliza o Índice Oceânico Niño, que é uma média móvel de três meses das anomalias da temperatura da superfície do mar na região Niño do Oceano Pacífico, para medir o El Niño. Durante o período de monitoramento, pelo menos quatro El Niños “muito fortes” foram registrados.

O El Niño aumenta a probabilidade de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, inundações e secas, dependendo da localização. Nos Estados Unidos, os impactos são mais evidentes durante os meses de inverno. Embora o El Niño possa intensificar a temporada de furacões no Pacífico, ele tende a limitar a quantidade de furacões no Atlântico.

Consequências Regionais do El Niño

Na América do Sul, o sudeste tende a apresentar chuvas acima da média durante os anos de El Niño, enquanto o sudeste do Brasil pode experimentar temperaturas elevadas. Regiões do norte da América do Sul, incluindo partes da América Central, costumam ser mais secas entre julho e dezembro.

Já o noroeste, como o Peru, é suscetível a chuvas intensas entre janeiro e maio, devido à proximidade com águas oceânicas quentes.

Além disso, os eventos El Niño podem causar ondas de calor marinhas e branqueamento de corais, tornando-os mais vulneráveis a temperaturas elevadas. Estudos mostram que fenômenos El Niño intensos podem impactar negativamente o crescimento econômico dos países, devido a desastres naturais e interrupções no abastecimento de alimentos.

Este Super El Niño ocorre em um contexto de aquecimento global, o que levanta questões sobre como isso pode intensificar os eventos climáticos extremos associados ao fenômeno. Historicamente, nunca houve um El Niño, muito menos um Super El Niño, em um cenário climático tão quente quanto o atual.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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