Duas estrelas gigantes de um sistema binário explodiram e deixaram nebulosas, aponta estudo

Uma delas é a conhecida Nebulosa da Água-viva; descoberta usou 16 anos de dados do telescópio Fermi, da Nasa.

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estrelas | Foto: Reprodução

A maioria das maiores estrelas do Universo nasce em pares, em sistemas binários, ligadas pela gravidade ao longo da vida. Pela primeira vez, cientistas encontraram evidências de que as duas estrelas massivas de um desses sistemas esgotaram o combustível e explodiram como supernovas em um curto intervalo de tempo, deixando para trás nuvens de gás brilhante, as nebulosas.

Uma delas é uma das mais conhecidas da Via Láctea: a Nebulosa da Água-viva, formalmente IC 443, apelidada pela semelhança com o animal marinho. Com base em mais de 16 anos de observações do Telescópio Espacial Fermi de Raios Gama, da Nasa, os pesquisadores encontraram uma segunda nebulosa próxima, a G189.6+3.3, que coloca a Água-viva no contexto de uma “calamidade dupla”.

Segundo os cientistas, a Água-viva surgiu da explosão de uma estrela com 15 a 25 vezes a massa do Sol, e a outra nebulosa, da explosão da companheira, com pelo menos 20 vezes a massa do Sol. As duas eram dezenas de milhares de vezes mais luminosas que o Sol e podem ter virado estrelas de nêutrons depois das explosões.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi revisado e corrigido com base na fonte original.

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