Dólar cai 0,65% após eleições nos EUA e fecha a R$ 5,4518; Copom fica no radar
O dólar fechou em queda de 0,65% nesta quarta-feira (4), cotado a R$ 5,4518 no mercado à vista, em uma sessão influenciada pela reação às eleições de meio de mandato dos EUA. A moeda também recuou frente a outras divisas globais.
Por volta de 17h (horário de Brasília), o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas, entre elas o euro e a libra, caía 0,28%, aos 101,5900 pontos. No Brasil, investidores também acompanharam dados de emprego e aguardaram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic.
Vitória democrata aumenta receio de impasse nos EUA
A chamada onda azul (blue sweep), expressão usada para descrever a vitória expressiva dos democratas, pressionou o dólar. O resultado das eleições de meio de mandato levantou dúvidas sobre os rumos da política interna dos EUA diante do enfraquecimento do presidente Donald Trump.
Investidores passaram a considerar maiores riscos de impasse nas decisões sobre o financiamento do governo e o teto da dívida. Ainda assim, Francesco Pesole, estrategista cambial da ING, avaliou que o resultado dificilmente provocará uma mudança estrutural na trajetória da moeda.
“A moeda americana continua respondendo predominantemente à trajetória do Federal Reserve (Fed), que não deve sofrer um impacto imediato e direto dos resultados das eleições de meio de mandato. Esperamos que um Congresso dividido, com dominância dos republicanos no Senado e democratas, na Câmara, tenha impacto neutro ou ligeiramente positivo sobre o dólar”, afirmou Pesole em relatório a clientes.
Emprego e decisão sobre a Selic ficam no radar
No cenário doméstico, a divulgação de dados do mercado de trabalho dividiu as atenções, embora tenha ficado em segundo plano diante da decisão do Copom. O Caged registrou a abertura de 121.305 vagas formais em setembro, abaixo do esperado pelo mercado.
O resultado reforçou a percepção de que o mercado de trabalho formal começa a sentir gradualmente a desaceleração da economia e os efeitos dos juros elevados. Para a decisão sobre a Selic, a expectativa era de manutenção em 13,75% ao ano.
Na última atualização, na sexta-feira (30), as Opções de Copom da B3 indicavam 72,5% de chance de manutenção da taxa. A probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual era de 26%, o que levaria a Selic para 13,5% ao ano.
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Redação Economia
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