Documentário “Eu queria ser Chico Landi” resgata o primeiro brasileiro da Fórmula 1

Dirigido por Paulo Pastorelo, o filme estreia em novembro e depois será exibido no SporTV e no Globoplay.

3 min

Foto: Reprodução
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Chico Landi: o pioneiro do automobilismo brasileiro

Antes de nomes como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna se tornarem ícones globais, um pioneiro destacou o Brasil no cenário do automobilismo mundial. O documentário “Eu queria ser Chico Landi”, dirigido por Paulo Pastorelo, resgata a vida e o legado do primeiro brasileiro a competir na Fórmula 1, um verdadeiro ídolo entre os ídolos.

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O legado de Chico Landi

O título do filme vem de um momento marcante: em uma festa à fantasia, ao ser perguntado sobre quem gostaria de ser, o bicampeão mundial Emerson Fittipaldi vestiu o macacão, o capacete de couro estilo “Cuca” e os clássicos “óculos abelha” para homenagear seu ídolo. “Eu queria ser o Chico Landi, meu grande herói”, declarou.

Com um rico acervo de material de arquivo e depoimentos inéditos de pilotos, mecânicos e jornalistas, o documentário reconstrói a trajetória de um dos pioneiros do automobilismo brasileiro. A narrativa abrange desde a estreia do paulistano no Circuito da Gávea, em 1934, até sua conexão histórica com Interlagos, que se tornou sua segunda casa após a inauguração do autódromo em 1940.

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Superando desafios e inspirando gerações

A produção também destaca como Chico Landi superou as limitações impostas pela Segunda Guerra Mundial, adaptando motores com gasogênio para continuar competindo. Sua atuação na Europa entre 1947 e 1957 foi crucial para abrir portas para pilotos brasileiros no cenário internacional.

Mais tarde, ele se tornou referência para a geração que transformou o Brasil em potência do automobilismo, inspirando nomes como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna, que juntos conquistaram oito títulos mundiais para o país.

Falecido em 1989, Chico Landi foi o primeiro brasileiro a vencer no exterior e a competir na principal categoria do automobilismo, em 1951. Idealizado por Guga Landi, neto do piloto, o documentário também relembra suas vitórias históricas no GP de Bari (em 1948 e 1952) e a ousadia de criar sua própria equipe, a Escuderia Bandeirantes, para disputar o mundial de 1952 com os icônicos carros amarelos de rodas verdes.

Um tributo ao automobilismo nacional

O filme é um tributo a um piloto que ajudou a moldar a identidade do automobilismo no Brasil. Produzido pela Ebisu Filmes, em coprodução com Unaí Produções, Claro, Guga Landi e Race Car Register BR, a obra conta com o patrocínio da Porto, Autolux e Bardhal, além do apoio da Usina Atena e de parceiros institucionais como ITA – Italian Trade Agency, Old Cars Club de Bari (ASI), Apulia Film Commission e Emilia-Romagna Film Commission.

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O documentário está previsto para estrear em novembro de 2026 e, posteriormente, será exibido no SporTV e Globoplay.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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