Documentário “963 dias” revisita e defende o governo Temer

O documentário “963 dias”, sobre a gestão de Michel Temer (MDB), teve sessão de estreia nesta sexta-feira, 26 de junho de 2026. A exibição ocorreu nas quatro salas de cinema do Shopping JK Iguatemi, na zona sul de São Paulo.
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A obra dirigida por Bruno Barreto revisita os principais momentos da administração e promete chegar ao público no segundo semestre deste ano. O longa usa trechos de reportagens da época e entrevistas com figuras proeminentes do período.
O foco narrativo: crises políticas até a transição
O filme aborda desde as manifestações “Fora Temer” até a passagem do cargo a Jair Bolsonaro, eleito em 2018. A ideia central é fazer um exercício histórico sobre os quase três anos de Temer na Presidência.
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Para isso, Barreto reuniu jornalistas e assessores de diversas áreas. Também participam ministros do governo, como Alexandre de Moraes, que foi ministro da Justiça de Temer antes de ir para o STF.
A defesa do governo Temer
O filme busca posicionar Michel Temer como uma figura conciliatória dentro da política nacional. Os defensores apontaram políticas necessárias durante um período marcado por crise econômica e desordem institucional no país.
Segundo relatos, foram destacados momentos de habilidade política na relação com o Congresso Nacional, além dos esforços que culminaram na aprovação das reformas trabalhista e Previdência Social, bem como também pela PEC do teto de gastos.
Contexto político: do impeachment à transição
Temer assumiu definitivamente a Presidência em 31 de agosto de 2016. Ele já havia ocupado interinamente desde 12 de maio de 2016.
A posse foi um tema controverso; enquanto o PT (Partido dos Trabalhadores) criticou os eventos sob alegação de que não houve crime de responsabilidade, defensores do processo argumentaram ter seguido rigorosamente todos os ritos constitucionais.
O longa tenta retratar a gestão emedebista fora das intrigas cotidianas da política. No entanto, críticos apontam que o formato — marcado pela repetição constante e entrevistas posadas com imagens arquivísticas —, limita muito espaço para um contraditório efetivo.
Ainda assim, quem já defende Temer deve manter suas convicções, enquanto os críticos podem encontrar novos motivos para seu descontentamento.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Brasil
A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



