Disney intensifica estratégia com foco em streaming após queda nos assinantes

A Disney está passando por uma profunda reformulação de sua estratégia em streaming na tentativa urgente de reverter a queda da base de assinantes e retomar o crescimento do negócio.
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Sob nova gestão, liderada pelo CEO Josh D’Amaro, a companhia busca transformar o serviço Disney + no principal ponto central para todo seu ecossistema multimídia, aproximando – se assim dos modelos adotados pela Netflix ou You Tube. O movimento ocorre sob pressão financeira: embora as operações já gerem lucro líquido, os números mostram que há um declínio acumulado superior aos 40% nos últimos cinco anos, incluindo recuos significativos estimados até 2026.
Pressão em Wall Street exige novo foco
A volatilidade da empresa foi notável nesta quinta – feira, dia 30; na abertura do pré – mercado de Nova York (DIS), o valor das ações caiu 0,56%. No fechamento anterior ao pregão atual também houve uma retração considerável para investidores e analistas ouvidos pela Bloomberg.
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O desafio principal apontado é reverter essa tendência histórica negativa no crescimento dos usuários.
Para isso, a Disney planeja concentrar filmes, séries e conteúdos esportivos dentro de um único ambiente digital unificado. A estratégia envolve integrar materiais provenientes tanto do Hulu quanto da ESPN em sua plataforma já existente.
Melhorias tecnológicas impulsionam uso nos EUA
A companhia não está apenas juntando catálogos; ela promete investir pesadamente na tecnologia por trás das telas. Adam Smith, diretor de produtos e tecnologia responsável pelo Disney Entertainment e também pela ESPN, detalhou que foram feitos grandes avanços para evoluir fundamentalmente toda experiência oferecida ao usuário.
Ele mencionou o desenvolvimento de algoritmos mais sofisticados de recomendação além dos vídeos formatados verticalmente, buscando otimizar a navegação dentro do aplicativo no mercado americano.
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De fato, os dados mostram um aumento positivo: segundo informações da Nielsen citadas internamente, houve crescimento de 21% no tempo médio gasto utilizando o serviço nos Estados Unidos em comparação com o ano anterior; inclusive março registrou seu maior nível histórico de audiência na companhia naquele país.
Cortes e ambição global definem novos rumos
Nos últimos anos, para alcançar estabilidade financeira, Disney implementou cortes drásticos nas despesas relacionadas ao conteúdo streaming — diminuindo quase pela metade as produções encomendadas entre 2022 e 2025— além do reajuste dos preços das assinaturas que incluem planos pagos por publicidade.
Para Dana Walden, presidente da Walt Disney Company (e primeira diretora criativa), essa fase foi crucial: “Passamos de perder muito dinheiro a construir um serviço”, relatou à Bloomberg. Ela afirmou estar satisfeita com o potencial alcançado após três anos e meio em termos lucrativos.
No entanto, ela ressaltou também os espaços ainda disponíveis para expansão no futuro corporativo.
Foco na internacionalização do conteúdo. A ambição não se limita aos Estados Unidos. A empresa pretende fortalecer sua presença global utilizando franquias icônicas como Marvel, Pixar e Star Wars — que continuam sendo vitais para atrair público mundialmente.
Contudo, a Disney reconhece publicamente que apenas um catálogo de grandes marcas já não é suficiente motor de crescimento em diversos mercados internacionais. O plano estratégico inclui dobrar o orçamento destinado à produção local nos próximos anos e ampliar significativamente os direitos esportivos adquiridos regiões importantes da América Latina até mesmo Austrália; essa expansão dependerá diretamente desse novo investimento maciço.
O desafio dos investidores: tempo na plataforma
Apesar das melhorias operacionais anunciadas pela gestão sob Josh D’Amaro — período no qual foram realizados cortes estimados em cerca de 8.000 empregos entre 2022 e 2026, com foco especial nas áreas de marketing —, há ceticismo por parte do mercado financeiro.
Analistas como Rob Fishman, consultado pelo Bloomberg, questionam se o streaming conseguirá compensar a perda estrutural que as receitas da televisão tradicional estão sofrendo ao longo prazo. Para ele, é fundamental que Disney ofereça aos investidores algo realmente entusiasmante para executar essa proposta; além disso, deve ser feito passar mais tempo dentro das plataformas pelos usuários.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



