Justiça de Goiás quebra sigilo de preso do 8 de janeiro e revela R 1,2 mi em transações

A quebra de sigilo aponta movimentações incompatíveis com a renda declarada de Wellington e reforça a suspeita de lavagem de dinheiro no financiamento dos atos.

22/09/2026 00:01

3 min

Well Macedo, candidata ao governo do Pará pelo PSTU
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A Justiça de Goiás atendeu a um pedido da Polícia Federal e quebrou os sigilos bancário e fiscal do ex – ajudante de cozinha Wellington Macedo de Souza, preso em 2025 por envolvimento nos atos de 8 de janeiro. A decisão, assinada pela juíza Eunice de Fátima Prudente, da 8ª Vara Criminal de Goiânia, veio depois que a PF identificou movimentações financeiras que somam R 1,2 milhão entre 2022 e 2023.

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Os valores, segundo a investigação, circulam em contas do investigado e de seus familiares, mas não batem com a renda declarada por ele no período. A suspeita é de que o dinheiro tenha relação com o financiamento dos atos golpistas de 8 de janeiro, que terminaram com a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Justiça de Goiás quebra sigilo do ataque de 8 de janeiro e revela R 1,2 milhão em transações

O que dizem os autos sobre as movimentações

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De acordo com o relatório da Polícia Federal, as transações financeiras de Wellington foram fracionadas em valores que, juntos, ultrapassam a casa do R 1,2 milhão. Os dados apontam que os recursos circularam por contas de terceiros e empresas de fachada, o que reforça, na avaliação dos investigadores, a hipótese de lavagem de dinheiro.

A juíza Eunice de Fátima Prudente destacou na decisão que as movimentações chamam a atenção pela incompatibilidade com o perfil financeiro do investigado. “Há fortes indícios de que os valores tenham origem ilícita e estejam ligados à organização criminosa que atuou nos atos de 8 de janeiro”, escreveu a magistrada no despacho.

O material obtido com a quebra de sigilo deve orientar os próximos passos da investigação. A defesa de Wellington ainda não comentou o teor da decisão.

Investigação mira financiadores dos atos golpistas

Wellington foi preso em Goiânia durante a 5ª fase da Operação Lesa Pátria, que investiga a participação de pessoas comuns na depredação das sedes dos Três Poderes. Na ocasião, ele já era alvo de mandado de prisão preventiva expedido pelo STF.

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Além da quebra de sigilo, a Justiça autorizou a realização de buscas em imóveis ligados ao investigado. A PF também pediu o compartilhamento dos dados com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), para aprofundar o cruzamento de informações sobre o fluxo do dinheiro.

O caso corre sob segredo de Justiça, mas a expectativa é que novas medidas sejam tomadas nas próximas semanas. Os investigadores acreditam que os valores identificados possam ajudar a rastrear a cadeia de financiamento dos atos golpistas, que deixou um rastro de destruição no centro de Brasília.

Até a publicação desta reportagem, Wellington permanecia preso e aguardava a análise de um pedido de revogação da prisão preventiva. A defesa do ex – ajudante de cozinha ainda não se manifestou publicamente sobre os novos desdobramentos do caso.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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