PF prende Benjamin Vorcaro e goleiro Bruno em operação que movimentou R 6 bilhões

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza uma sessão histórica nesta terça – feira (15) para analisar o relatório da Polícia Federal sobre supostas mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex – banqueiro Daniel Vorcaro, ex – controlador do Banco Master.
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A reunião ocorre em meio a um clima tenso entre os ministros e pode definir o futuro político e jurídico da Corte.
Antes de qualquer discussão sobre o mérito das mensagens, o plenário precisa decidir sobre o pedido da Procuradoria – Geral da República (PGR) para anular o relatório da PF. A PGR argumenta que o ministro André Mendonça determinou a produção do documento sem pedido prévio do Ministério Público ou da própria corporação, e sem submeter a medida ao plenário.
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Composição do STF e a origem dos ministros
O plenário é formado por dez ministros indicados por diferentes presidentes da República ao longo dos anos. A composição atual reflete a alternância de poder no país: um foi indicado por Fernando Henrique Cardoso, um por Michel Temer, dois por Dilma Rousseff, dois por Jair Bolsonaro e quatro pelo atual presidente Lula.
Edson Fachin, que integra o Supremo desde 16 de junho de 2015 por indicação de Dilma Rousseff para a vaga de Joaquim Barbosa, preside a Corte e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde 29 de setembro de 2025. Já Gilmar Mendes está no STF desde 20 de junho de 2002, indicado por Fernando Henrique Cardoso para o lugar de Néri da Silva.
Entre os ministros indicados por Lula estão Cármen Lúcia (desde 21 de junho de 2006, vaga de Nelson Jobim), Dias Toffoli (desde 23 de outubro de 2009, vaga de Carlos Alberto Menezes Direito), Cristiano Zanin (desde 3 de agosto de 2023, vaga de Ricardo Lewandowski) e Flávio Dino (desde 22 de fevereiro de 2024, vaga de Rosa Weber.
Luis Fux foi indicado por Dilma Rousseff em 3 de março de 2011 para a vaga de Eros Grau, e Alexandre de Moraes entrou em 22 de março de 2017 por indicação de Michel Temer para o lugar de Teori Zavascki. Nunes Marques (desde 5 de novembro de 2020) e André Mendonça (desde 16 de dezembro de 2021) foram indicados por Jair Bolsonaro.
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O que está em jogo na sessão
A sessão desta terça – feira é considerada histórica porque o STF precisa analisar o relatório da PF que reúne mensagens e outros registros usados para apontar uma suposta relação entre Alexandre de Moraes e o ex – banqueiro Daniel Vorcaro. A discussão vai além: o plenário deve decidir se o conteúdo justifica a abertura de uma investigação contra o próprio ministro Moraes.
Mesmo se a nulidade do relatório for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Por outro lado, outros entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.
O clima entre os ministros está tenso, com trocas de ofícios, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas por André Mendonça. Na segunda – feira (14), a PF informou que entregou cópias dos dados extraídos do aparelho celular de Daniel Vorcaro aos gabinetes de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.
Também na segunda, foi divulgado o sigilo de um processo que reúne detalhes sobre parte da rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



