Díaz-Canal Encontra Jornalistas Para Discutir Resistência ao Bloqueio

Os corredores do Palácio da Revolução em Havana, capital de Cuba, estão vazios neste momento. O presidente Miguel Díaz – Canel recebeu o jornalistas do Brasil de Fato logo após retornar a uma das caminhadas que fazem parte da rotina de sua gestão.
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Nesses passeios pelos municípios e bairros cubanos ele mantém contato direto com os moradores para ouvir reivindicações, preocupações ou propostas diante dos desafios diários enfrentados pela população caribenha.
A resistência popular frente ao bloqueio econômico
Enquanto se preparava para entrevistas — feitas no contexto de um documentário produzido pelo BdF —, Díaza – Canel detalhou como Cuba enfrenta períodos difíceis em sua história. Ele explicou o impacto devastador do estrangulamento energético imposto sem respaldo legal por Estados Unidos desde novembro deste ano (referência à intensificação das medidas.
Desde que Washington ameaça qualquer país fornecedor de petróleo e combustíveis a ilha, as agressões agravaram uma guerra econômica já existente há mais de 60 anos na região.
Impedida da importação desses recursos vitais, a força nacional foi obrigada a operar com produção limitada para garantir os setores considerados essenciais; assim, houve um racionamento rigoroso no abastecimento geral de energia elétrica em todo o território cubano.
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A organização comunitária diante dos desafios
O presidente destacou como essa situação gerou grande mobilização social: “Você percebe como o povo cubano reage”, afirmou ele. Segundo Díaz – Canel, não existe apagão que consiga apagar “a nossa vontade”, nem escassez capaz de destruir sua esperança.
Ele descreveu uma imagem de resistência heroica e criativa na ilha onde profissionais da saúde chegam aos postos mesmo sem luz para atender pacientes; professores dão aulas apesar das falhas no fornecimento elétrico, enquanto os camponeses continuam plantando alimentos até em falta combustível.
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Diálogo com EUA sob preceito soberano
Sobre a relação do país caribenho com Washington, o mandatário afirmou ter intenção de manter aberta as portas ao diálogo. No entanto, ele foi enfático: embora conversar seja possível, negociar é outra questão que não pode ser cedida ou tratada como item à venda pela gestão cubana.
“Nós sempre defendemos isso”, insistiu Díaz – Canel sobre este ponto histórico da revolução. Ele ressaltou ainda que qualquer conversa deve ocorrer “em condições de igualdade”.
Por fim, em um apelo global por paz e estabilidade, Díaza – Canel pediu cese das ameaças militares contra Cuba para buscar “um mundo melhor”, onde predomine o multilateralismo internacional e se eliminem as sanções unilaterais coercitivas.”
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

