Dia Mundial da Sepse: condição atingiu 178.633 brasileiros nos últimos 20 anos

A campanha reforça o diagnóstico precoce diante de febre, falta de ar, confusão mental e queda da pressão, sinais que exigem atendimento médico imediato.

Male and female doctors in protective suits examining senior man lying on bed. Healthcare workers are examining patient in ward during COVID-19 outbreak. They are working in hospital during pandemic.

A Sepse, também conhecida como septicemia ou infecção generalizada, já atingiu cerca de 178.633 brasileiros nos últimos 20 anos, segundo dados da ILAS – Instituto Latino Americano de Sepse. O Dia Mundial da Sepse é comemorado neste domingo (13), com o objetivo de ampliar a conscientização sobre tratamento, prevenção e diagnóstico precoce.

A doença surge quando o organismo apresenta uma resposta inflamatória exagerada causada por vírus e bactérias. Em vez de combater somente o agente infeccioso, o sistema de defesa passa a atingir o próprio corpo, provocando inflamação e disfunção nos órgãos.

Como a Sepse afeta o organismo

Nos casos de agravamento, chamados de Sepse grave, um ou mais órgãos podem sofrer danos em diferentes partes do corpo. Entre as consequências estão prejuízos na função renal, alterações na função cardíaca e outros comprometimentos.

O estágio mais avançado é o chamado “choque séptico”, popularmente conhecido como infecção generalizada. Nessa fase, mesmo com o uso de remédios, a pressão sanguínea do paciente permanece baixa e a pressão arterial não é recuperada.

A condição exige atenção porque pode ser fatal. Em 2025, cerca de 4.096 óbitos foram registrados por Sepse e Choque Séptico.

A infecção por diversas bactérias está entre as causas da Sepse. Esses microrganismos podem ser adquiridos em hospitais e costumam aparecer nos pulmões, .

Sintomas, diagnóstico e tratamento

Febre, hipotermia, tonturas, vômitos, fraqueza extrema, taquicardia, calafrios e falta de ar estão entre os sintomas. Também podem ocorrer queda na pressão arterial, confusão mental, sonolência excessiva, agitação e ansiedade.

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A Sepse ainda pode provocar diminuição na função do coração e dos rins, queda na produção de urina e de plaquetas, além de mudanças na coagulação sanguínea. Diante desses sinais, o ideal é procurar um médico infectologista. Nos hospitais, esse especialista geralmente também auxilia no tratamento do paciente.

Para identificar a condição, são feitos exames de rotina e coletas de sangue, urina e secreções apresentadas pelo paciente. O diagnóstico precoce é essencial para que a equipe médica inicie rapidamente as medidas necessárias.

As primeiras horas do tratamento são consideradas as mais importantes. Os pacientes recebem antibióticos por via endovenosa para corrigir os distúrbios do fluxo sanguíneo.

Quando os medicamentos não são suficientes para melhorar o quadro, pode ser usada uma medicação capaz de manter a pressão arterial e a perfusão adequadas, como a noradrenalina. Esses pacientes devem ser tratados em UTIs – unidades de terapia intensiva.