Desvio Bilionário no Fundo de Previdência do Rio: Operação Zero Expõe Escândalo

Investigação Expõe Desvios no Fundo de Previdência do Rio de Janeiro
O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Couto, anunciou medidas para recuperar recursos desviados do Fundo Único de Previdência do Estado (FUPREV). A declaração foi feita durante uma entrevista ao programa da jornalista Miriam Leitão, na noite de 27 de maio de 2026.
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A operação Compliance Zero, na fase 8, investiga transações financeiras entre o Rioprevidência e o Master, durante o período em que o então governador do estado, PL, estava no cargo. A ação visa apurar irregularidades envolvendo investimentos bilionários realizados pelo Rioprevidência em produtos financeiros ligados ao banco Master, que acabou sendo liquidado pelo Banco Central.
Detalhes da Investigação e Ações do Governo
A investigação aponta que as operações foram aprovadas apesar de alertas sobre possíveis incompatibilidades com normas de segurança financeira. O governo interino busca recuperar os valores investidos no Master, começando por negociar diretamente com a instituição financeira e, posteriormente, com investidores do Master.
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A procuradoria do estado também está envolvida na recuperação de valores obtidos através do empréstimo do Master, bloqueando o valor da devolução para recapitalizar o estado.
O Rioprevidência, responsável pela gestão da previdência dos servidores públicos do estado, teria realizado aplicações bilionárias em produtos financeiros ligados ao banco Master. A suspeita é de que as operações tenham sido aprovadas sem a devida análise técnica, gerando prejuízos significativos ao erário.
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A operação Compliance Zero, autorizada inicialmente pela 10ª Vara Federal de Brasília em novembro de 2025, tem como foco a identificação e responsabilização dos envolvidos nos desvios.
Fases da Operação e Desdobramentos Legais
A operação Compliance Zero passou por diversas fases, com prisões, buscas e apreensões em diferentes estados. A primeira fase, em novembro de 2025, resultou na prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, que havia deixado o Brasil antes da operação.
As fases seguintes da operação, que se estenderam até maio de 2026, envolveram a busca em diversas instituições financeiras, a apreensão de valores e a atuação do STF, sob o comando do ministro Dias Toffoli.
A 8ª fase da operação, em 26 de maio de 2026, resultou na busca e apreensão no gabinete do ex-governador PL, investigando possíveis irregularidades envolvendo o Master e o Rioprevidência. O total movimentado na operação, segundo a Polícia Federal, é de milhões.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



