Desvendando Gripe, Resfriado, Rinite e Sinusite: Entenda as Diferenças com Especialistas da Unifesp!

Entenda as diferenças entre gripe, resfriado, rinite e sinusite com especialistas da Unifesp. Descubra como identificar e tratar cada condição!

06/06/2026 07:31

3 min

Desvendando Gripe, Resfriado, Rinite e Sinusite: Entenda as Diferenças com Especialistas da Unifesp!
(Imagem de reprodução da internet).

Diferenciação entre Gripe, Resfriado, Rinite e Sinusite

A gripe, o resfriado, a rinite e a sinusite são condições que frequentemente causam confusão entre os pacientes. Para esclarecer as distinções entre essas doenças, o pneumologista e professor da Unifesp, Clystenes Odyr Soares Silva, e a infectologista e professora da Unifesp, Nancy Bellei, foram entrevistados pelo Dr.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Kalil no programa Sinais Vitais, que será exibido neste sábado (6). Durante a entrevista, eles comparam as características de cada quadro clínico e os cuidados necessários em cada situação.

A Gripe e Seu Impacto Histórico

A gripe, provocada pelo vírus influenza, é considerada uma das doenças respiratórias mais significativas da história. Clystenes destacou que “a gripe espanhola matou 40 milhões de pessoas”. Em seguida, surgiram a gripe asiática e outras variantes, que reforçam a relevância do vírus ao longo do tempo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Atualmente, estima-se que 10% da população mundial contraia gripe anualmente, com um número de mortes que varia entre 250 mil e 600 mil. Clystenes enfatizou que a gripe é essencialmente uma doença febril: “Quem tem gripe tem febre, e é febre mesmo, 38,5 ou 39 graus”, além de apresentar dor muscular, dor nas articulações, mal-estar e dor de cabeça, sintomas que frequentemente levam o paciente a ficar “de cama”.

Rinite: Um Quadro Alérgico, Não Infeccioso

Diferentemente da gripe e do resfriado, a rinite não é provocada por vírus. Trata-se de uma condição alérgica, muito comum em pessoas com alergia respiratória. O especialista observou, com humor, que “o melhor serviço de meteorologia é o nariz de quem tem rinite”, pois sintomas como espirros e congestão nasal costumam surgir antes mesmo de uma mudança climática.

Leia também

Por ser de origem alérgica, a rinite não requer tratamento com antibióticos.

Sinusite: Quando o Vírus Complica

A sinusite, também conhecida como rinossinusite, geralmente tem início viral. O problema ocorre quando há obstrução dos pequenos canais que conectam o nariz aos seios da face, resultando em acúmulo de secreção, congestão e dor. Segundo Clystenes, especialistas em otorrinolaringologia alertam que não se deve administrar antibióticos para sinusite antes que os sintomas persistam por 8 a 10 dias.

Nos casos iniciais, o tratamento básico inclui descongestionantes e lavagem das vias respiratórias.

Quando a sinusite se complica, surgem sintomas mais intensos, como dor ao abaixar a cabeça e secreção esverdeada ou purulenta, o que pode indicar uma infecção bacteriana. Nesses casos, o uso de antibióticos pode ser considerado. Clystenes alertou que o uso indiscriminado de antibióticos em doenças virais não traz benefício algum e contribui para um dos maiores desafios da medicina moderna: a resistência dos germes aos antibióticos.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!