Desafios das Usinas Hidrelétricas Reversíveis no Brasil: O que impede o avanço?

Desafios enfrentados pelas usinas hidrelétricas reversíveis no Brasil podem comprometer seu potencial. Descubra as barreiras e a necessidade de regulamentação!

27/05/2026 20:46

3 min

Desafios das Usinas Hidrelétricas Reversíveis no Brasil: O que impede o avanço?
(Imagem de reprodução da internet).

Desafios das Usinas Hidrelétricas Reversíveis no Brasil

O desenvolvimento das usinas hidrelétricas reversíveis no Brasil enfrenta obstáculos relacionados à falta de regras específicas para o armazenamento de energia. Essa afirmação foi feita na quarta-feira (27) por Diogo Mac Cord, vice-presidente de estratégia, novos negócios e transformação digital da Copel.

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Ele destacou que, apesar do grande potencial do país para esse tipo de projeto, a ausência de regulamentação impede a concretização das iniciativas. “Mesmo que queiramos construir uma usina reversível, não conseguimos, pois não existem regras”, declarou durante um evento da Copel promovido pela Megawat.

As hidrelétricas reversíveis operam com dois reservatórios em diferentes altitudes. Durante períodos de excesso de energia, a água é bombeada para o reservatório superior e, quando a demanda aumenta, retorna através de turbinas para gerar eletricidade.

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Esse modelo é considerado pelo setor uma “bateria natural”. Além da necessidade de regulamentação do setor elétrico, Mac Cord mencionou outros desafios para a implementação das usinas reversíveis no Brasil, como as normas de uso da água, o licenciamento ambiental e a coordenação com diversos órgãos públicos, incluindo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Importância do Armazenamento de Energia

Mac Cord observou que o debate sobre armazenamento de energia se tornou mais relevante com o crescimento das fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, e com o aumento dos cortes de geração determinados pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), conhecido como “curtailment”, que visa preservar a segurança da rede.

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Ele defendeu que o Brasil precisa estabelecer um marco regulatório que abranja diversas tecnologias de armazenamento, incluindo hidrelétricas reversíveis e baterias químicas (BESS).

Na visão do executivo, o país não deveria focar apenas em leilões voltados para baterias, mas sim em mecanismos que considerem o armazenamento de energia de maneira ampla. “Não devemos falar em leilões de baterias, mas, sim, leilões de armazenamento para avaliar as melhores tecnologias para o sistema”, enfatizou.

Mac Cord também destacou que as hidrelétricas brasileiras já desempenham parcialmente essa função, oferecendo flexibilidade ao sistema elétrico, embora não sejam devidamente remuneradas por essa contribuição. “Os reservatórios já atuam como baterias naturais do sistema, mas não são reconhecidos nem remunerados adequadamente por isso”, afirmou.

Comparação com Baterias Químicas

Apesar do potencial das usinas reversíveis, Mac Cord ressaltou que as baterias químicas estão avançando mais rapidamente no cenário global, devido ao menor custo inicial de instalação. Ele mencionou que o custo por megawatt instalado das baterias é cerca de um terço inferior ao das usinas reversíveis.

No entanto, as hidrelétricas reversíveis possuem uma vida útil significativamente maior. A declaração de Mac Cord ocorre em um contexto em que o governo federal considera que as usinas hidrelétricas reversíveis devem ser integradas ao planejamento energético brasileiro, como uma alternativa para aumentar a flexibilidade e resiliência do sistema elétrico diante do crescimento das fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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