Deputados Kim Kataguiri e Chico Alencar debatem crise de Jaques Wagner na liderança do governo

Na terça-feira, 23 de março de 2026, os deputados federais Kim Kataguiri (Missão-SP) e Chico Alencar (PSOL-RJ) debateram no programa O Grande Debate sobre as implicações da permanência de Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo no Senado Federal.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A situação gerou uma crise interna que divide a base aliada e o Partido dos Trabalhadores (PT). Wagner está sob investigação da Operação Compliance Zero da Polícia Federal e se reunirá em breve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir seu futuro político.
Crise na Liderança do Governo
A situação de Jaques Wagner se tornou um ponto central de tensão na política brasileira, especialmente após a operação da Polícia Federal. Ele deverá se encontrar com Davi Alcolumbre, presidente do Senado, que foi um dos poucos líderes a manifestar apoio explícito ao ex-governador da Bahia.
Nos bastidores, Alcolumbre expressou sua preocupação com a situação de Wagner, considerando-o um interlocutor valioso para o diálogo político.
Kim Kataguiri, durante o debate, foi direto ao afirmar que a saída de Wagner não aliviaria significativamente a pressão sobre Lula. O deputado argumentou que a relação do PT da Bahia com o escândalo do Banco Master é evidente e envolve diretamente Lula.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Kataguiri mencionou que o ex-presidente indicou Guido Mantega como conselheiro do Banco Master e organizou encontros com figuras importantes do governo, sugerindo que todos estavam cientes das irregularidades.
Posições Divergentes
Kataguiri destacou ainda que Augusto Lima, amigo próximo de Wagner e Rui Costa, estaria envolvido em um esquema de monopólio de crédito consignado que culminou na venda desse monopólio ao Banco Master. Para ele, isso representa uma ligação clara entre o PT e as práticas questionáveis relacionadas ao banco.
Leia também
Por outro lado, Chico Alencar apresentou uma visão diferente sobre a situação. Ele reconheceu que a saída de Wagner poderia reduzir o impacto sobre Lula, embora não eliminasse completamente as questões em jogo. Alencar afirmou que as relações impróprias dentro do PT da Bahia estão sendo investigadas pela Polícia Federal e devem ser tratadas com seriedade.
O deputado também fez comparações com casos envolvendo Flávio Bolsonaro, argumentando que é essencial investigar qualquer tipo de cumplicidade negativa entre políticos, independentemente do partido. Ele enfatizou que se membros da esquerda estiverem envolvidos em situações similares às que criticarão outros, devem ser responsabilizados adequadamente.
Alencar concluiu sua análise afirmando que Jaques Wagner deveria ter deixado sua posição há tempos e sugeriu que, caso isso não ocorra naturalmente, cabe ao presidente Lula tomar a iniciativa de afastá-lo da liderança. A discussão entre os dois deputados ilustra o clima tenso nas esferas políticas brasileiras diante das investigações em curso e das repercussões para o governo federal.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



