Deolane Bezerra segue presa em Tupi Paulista após STJ negar soltura
A influenciadora digital Deolane Bezerra está detida no Pavilhão Especial da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, interior paulista, desde o dia 22 de maio e enfrenta acusações graves que incluem lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), associação ao tráfico de drogas e participação em organização criminosa.
Enquanto a defesa busca melhores condições ou alternativas à prisão preventiva, decisões recentes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) têm mantido a prisão. O caso continua sendo acompanhado pelo Ministério Público-SP por questões relativas às suas instalações na penitenciária.
STJ nega pedido recente de soltura
Na semana passada, o STJ negou um novo pedido de liberdade apresentado pela defesa. A decisão foi do ministro Ribeiro Dantas, relator do processo no tribunal.
O magistrado afirmou categoricamente não haver ilegalidade manifesta ou evidente nos autos para justificar uma determinação urgente visando colocá-la em regime domiciliar ou fora do sistema prisional neste momento processual. A defesa havia sustentado diversos pontos na tentativa de reverter essa situação junto ao tribunal superior e alegara excesso quanto ao prazo total de tramitação dos processos judiciais contra ela.
Ministério Público questiona condições no local
Em paralelo às decisões sobre sua liberdade, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) se posicionou formalmente criticando as atuais acomodações da influenciadora. O órgão divulgou um parecer nesta segunda, 6, apontando que Deolane Bezerra divide uma cela com outra detenta em Tupi Paulista mesmo havendo espaço disponível para permanecer sozinha numa Sala de Estado-Maior.
O MP manifestou seu desacordo tanto do pedido defensivo por transferência a sala individual quanto pela substituição total da prisão preventiva pelo regime domiciliar.
Conflito jurídico e alegações criminais
A acusação principal contra Deolane envolve o recebimento supostamente ilícito de valores provenientes de uma empresa considerada fachada. Segundo os termos apresentados no processo judicial, esses recursos seriam utilizados na lavagem financeira ligados ao PCC.
Os advogados que representam a influenciadora negaram veementemente todas as acusações levantadas pelos promotores em São Paulo. Em nota, eles ressaltaram que o recebimento da denúncia não significa condenação.
Defesa afirma inocência e origem lícita dos rendimentos
A defesa garantiu utilizar todos os meios probatórios necessários para o completo deslinde do caso perante Justiça. Em suas declarações, afirmaram ser possível afastar qualquer alegação de ilicitude ou de envolvimento da cliente com atividades criminosas organizadas.
Os advogados também destacaram publicamente a condição pessoal dela como mãe responsável por uma criança pequena cujos cuidados exigem atenção especial.
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Redação Brasil
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