Presa desde maio, Deolane Bezerra relata ameaça de morte e intolerância religiosa, diz irmã

Daniele Bezerra registrou boletim, acionou presídio, Justiça e OAB-SP após episódio em Tupi Paulista; Deolane é investigada na Operação Vérnix.

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Deolane Bezerra ficou famosa após a morte de MC Kevin, seu marido na época

A advogada e influenciadora Deolane Bezerra relatou ter recebido ameaças de morte e sido alvo de intolerância religiosa durante o período em que ficou na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Quem levou o caso às autoridades foi a irmã dela, Daniele Bezerra, que prestou depoimento sobre os episódios.

De acordo com Daniele, as ameaças ocorreram em 30 de setembro, e o boletim de ocorrência foi feito no dia seguinte. Ela também tornou o relato público nos stories do Instagram, onde confirmou o que a irmã havia contado.

Irmã acionou polícia, presídio, Justiça e OAB-SP

“Sim, é verdade que minha irmã e cliente, Deolane Bezerra, me relatou ter sofrido uma ameaça de morte, acompanhada de manifestações de intolerância religiosa”, escreveu Daniele, que também atua como advogada de Deolane.

Para tentar garantir a segurança da influenciadora, ela não se limitou à delegacia. Daniele contou que mandou um e-mail à direção do presídio, e a defesa protocolou uma petição dirigida ao juiz corregedor. A Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) também recebeu o comunicado.

“No dia 16/10, compareci novamente à delegacia para prestar depoimento. Fiz tudo o que estava ao meu alcance, como irmã e advogada, para proteger sua vida, sua integridade física e sua dignidade”, afirmou. Agora, segundo ela, a família espera que o caso seja apurado e que as providências cabíveis sejam tomadas.

Deolane está presa desde 21 de maio na Operação Vérnix

Deolane foi detida em 21 de maio, pela manhã, quando o Gaeco do MPSP (Ministério Público de São Paulo) colocou nas ruas a Operação Vérnix, com reforço da Polícia Civil de São Paulo. Os investigadores apuram suspeitas de organização criminosa e lavagem de capitais.

Segundo quem conduz o caso, os crimes estariam ligados à engrenagem financeira atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As acusações ainda estão em fase de investigação.

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A lista de mandados de prisão, conforme apurou a CNN Brasil, inclui, além de Deolane, Everton de Souza, conhecido como Player e apontado como operador financeiro, Alejandro Camacho, irmão de Marcola, e o próprio Marcola.

Sobrinhos de Marcola seguem foragidos

Também tiveram a prisão decretada dois sobrinhos de Marcola: Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Os dois continuam foragidos.

A mesma decisão judicial que manteve Deolane presa determinou que as autoridades sigam com as buscas e as ações para capturar Paloma e Leonardo.

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