Denise Neves alerta: Planejar viagens pet-friendly exige foco no animals bem estar

Denise Neves destaca importância de priorizar bem-estar animal durante planejamento de viagens pet-friendly em 2026.

06/07/2026 12:50

3 min

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Viajar com animais de estimação deixou há muito tempo de ser uma exceção, tornando – se parte do planejamento das férias e momentos de lazer da maioria dos brasileiros.

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O aumento nas opções de hospedagens, restaurantes ou atrações *pet friendly*, por um lado, impulsiona esse movimento; mas também gera preocupações sobre como garantir que a experiência seja segura e confortável para os cães durante o trajeto em 2026.

Planejamento: O bem – estar deve vir antes

Para Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner, é crucial entender que qualquer viagem precisa ter foco no animal. Ela alerta que não basta pensar apenas na família viajante, visto que nem todos os pets lidam confortavelmente com longos deslocamentos ou mudanças abruptas de ambiente.

“Ainda quanto maior for nosso planejamento inicial e preparação geral, maiores serão as chances de toda essa vivência ser tranquila,” explica a profissional.”

Preparando o pet para sair do conforto. O primeiro passo envolve avaliar se aquele cão está realmente apto à aventura; pois alguns animais podem apresentar dificuldades em lidar tanto com rotinas quebradas quanto ambientes desconhecidos.

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Denise Neves ressalta ainda mais: “Muitas vezes leva – se o animal por desejo da família. No entanto, é fundamental ponderar qual opção será melhor — viajar pode ser ótimo para uns pets, mas permanecerem num ambiente seguro e preparado talvez seja uma alternativa muito mais responsável”.

Ela aconselha que tutores considerarem alternativas especializadas caso os bichos sejam idosos ou tenham questões de saúde específicas.

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Segurança no transporte e na mala

A adaptação ao processo deve começar bem antes do dia em que a viagem realmente acontecerá; especialmente se for um cão não acostumado com carros longos ou caixas transportadoras.

“Não adianta deixar tudo correndo só até o embarque. É preciso criar associações positivas,” orienta Neves. Passeios curtos, uso gradual da caixa adequada para deslocamento (caixa de transporte) e manter uma rotina previsível ajudam muito nesse objetivo.”

Equipamentos essenciais. Em relação à segurança no veículo, é perigoso permitir que os animais viajem soltos dentro do carro. Esse comportamento aumenta riscos acidentais além de distrair quem está dirigindo em caso de frenagens bruscas; por isso, a especialista recomenda utilizar equipamentos específicos como cinto peitoral ou cadeirinha própria.

Além disso, montar um kit exclusivo ajuda na adaptação ao novo local: deve incluir rações suficientes para toda viagem, guia com coleira identificada, brinquedos familiares e itens básicos de higiene (como toalha). É importante conversar também com o veterinário sobre intervalos adequados entre as refeições e sair da estrada.”

Atenção aos sinais no destino

Ao chegar no lugar do passeio, é fundamental que os tutores respeitem o tempo gradual de ambientação. O ideal não é expor imediatamente o animal a muitos estímulos — como pessoas ou locais movimentadíssimos —, mas sim permitir uma exploração lenta.

“Manter parte dos hábitos antigos ajuda muito,” recomenda Denise Neves em relação à rotina; isso inclui manter horários parecidos para passeios, alimentação e descanso nos primeiros dias.”, ela explica ainda.

Gerenciando crises. É vital saber identificar rapidamente qualquer sinal físico de estresse: tremores excessivos, salivação demais, vômitos inesperados, apatia na hora da refeição ou até mesmo bocejos frequentes. Se notar muita ansiedade no pet durante o trajeto, a calma do tutor é essencial.”

Nesses momentos críticos, não se deve forçar comportamentos nem repreender o animal por um descontrole emocional. O recomendado pela profissional Dog Corner é fazer uma pausa segura para que ele possa caminhar e receber água em ambiente tranquilo.”

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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