Dasa tem lucro de R$ 173 milhões, alta de 78,7%, e Ebitda de R$ 640 milhões supera previsão

A Dasa (DASA3) lucrou R$ 173 milhões com operações continuadas no terceiro trimestre de 2026, alta de 78,7% ante o mesmo período de 2025. O resultado foi divulgado na quinta-feira (5) no balanço do grupo de medicina diagnóstica e hospitais.
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Já a receita bruta consolidada somou R$ 2,6 bilhões, com recuo de 9% na comparação anual. A própria companhia atribui a queda à desconsolidação da Ímpar, que decorre da formação da Rede Américas, além dos desinvestimentos concluídos ao longo de 2025.
Pelo escopo atual, o faturamento subiu 8%.
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Diagnósticos puxam a receita no trimestre
A divisão de Diagnósticos Nacional faturou R$ 2,4 bilhões, com alta de 8%. O crescimento veio de mais exames realizados e da expansão dos segmentos premium, Lab-to-Lab e atendimento domiciliar.
Na outra frente, a receita de Hospitais e Oncologia Nordeste chegou a R$ 231 milhões, um avanço de 7%.
O presidente-executivo da Dasa, Rafael Lucchesi, ressaltou o desempenho em diagnósticos mesmo diante de uma base de comparação mais exigente. “Seguimos concentrados em crescer com rentabilidade, elevar a produtividade e fortalecer a geração de caixa, construindo uma operação cada vez mais eficiente e competitiva”, afirmou o executivo à Reuters.
Margem bruta e Ebitda ficam abaixo do ano anterior
A margem bruta consolidada caiu 1,9 ponto percentual e ficou em 31,9%. De acordo com a companhia, o recuo tem como principal causa realocações contábeis entre custos e despesas, alinhadas à nova estrutura organizacional.
O Ebitda consolidado chegou a R$ 640 milhões, com margem de 26,6%. Na comparação anual, o indicador recuou 7,4%, e no escopo atual a queda foi de 1,7%. O pior desempenho veio da menor contribuição da equivalência patrimonial da Rede Américas.
Descontado esse efeito, o Ebitda somou R$ 617 milhões, com alta de 4,7% no escopo atual. Analistas consultados pela LSEG esperavam, em média, um Ebitda consolidado de R$ 585 milhões.
Caixa livre cai 11,1% e dívida recua 18%
A geração de caixa livre ficou em R$ 369 milhões no trimestre, ante R$ 415 milhões no mesmo intervalo do ano passado. A queda foi de 11,1%.
A dívida líquida financeira, já considerando aquisições a pagar e antecipação de recebíveis, terminou setembro em R$ 5,4 bilhões, com recuo de 18%. A alavancagem fechou em 2,76 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda do escopo atual.
Editoria:
Redação Economia
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