Daniel Vorcaro negocia delação, e Coaf vê movimentação de R$ 1 bilhão no grupo do pai

Grupo Multipar, de Henrique Vorcaro, movimentou mais de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025; Daniel Vorcaro assinou termo de confidencialidade para delação em março.

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Foto: Reprodução

Investigação do Grupo Multipar e delação de Daniel Vorcaro

O empresário Henrique Vorcaro, pai do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, é uma figura conhecida no cenário de infraestrutura e construção pesada em Belo Horizonte, Minas Gerais. Ele lidera um grupo de investimentos que se expandiu significativamente nos últimos anos, conforme detalha o site oficial da empresa.

A trajetória do grupo, iniciado há cerca de 35 anos com as empresas Vorcaro Imóveis e Centro Sul Empreendimentos, consolidou-se como referência em grandes projetos na capital mineira.

Movimentações financeiras e suspeitas

Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o Grupo Multipar movimentou um volume expressivo de recursos – mais de R$ 1 bilhão – entre 2020 e 2025, entre contas ligadas à família Vorcaro. Essa movimentação chamou a atenção do Coaf, que a interpretou como um possível esforço para ocultar patrimônio.

A investigação também aponta o envolvimento de Henrique Vorcaro com um grupo conhecido como “A Turma”, suspeito de monitoramento e intimidação de opositores do fundador do Banco Master.

Delação premiada em andamento

Daniel Vorcaro está colaborando com as investigações, assinando um termo de confidencialidade com a Procuradoria Geral da República e a Polícia Federal em março de 2026. Essa delação, que pode resultar em benefícios legais, envolve a apresentação de informações preliminares sob sigilo.

A colaboração visa auxiliar as apurações, com a defesa, procuradores e investigadores analisando os dados fornecidos pelo investigado.

Etapas da negociação

O processo de homologação da delação premiada é complexo e envolve diversas etapas. Inicialmente, Vorcaro apresentará relatos e documentos relevantes para a investigação, sob o sigilo estabelecido por um termo de confidencialidade. Em seguida, procuradores e investigadores avaliarão o material, podendo solicitar esclarecimentos adicionais e novas provas.

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A decisão final sobre a homologação caberá ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

Mudanças na Justiça e próximos passos

Em fevereiro de 2026, o ministro André Mendonça assumiu o caso Master, substituindo o ministro Dias Toffoli. Essa troca ocorreu em reunião com os demais membros do Supremo Tribunal Federal. A vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro de 2025, permanece aberta, aguardando um novo nome.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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