Crise Energética nos EUA: Trump luta para evitar preços recordes da gasolina

A crise energética nos EUA pressiona Donald Trump a agir rapidamente. Com a gasolina a US$ 4,50, medidas emergenciais são essenciais para evitar novos recordes.

19/05/2026 00:26

4 min

Crise Energética nos EUA: Trump luta para evitar preços recordes da gasolina
(Imagem de reprodução da internet).

A Crise Energética nos EUA e Seus Impactos

A crise energética se tornou um grande desafio financeiro para o cidadão americano e um dilema político para a Casa Branca. A inflação está em alta, os salários reais estão em queda e os eleitores responsabilizam o presidente Donald Trump pelo preço da gasolina, que chegou a US$ 4,50 por galão.

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Trump se encontra em um momento crucial para evitar que os preços da gasolina atinjam novos recordes, superando os níveis da Era Biden.

Para mitigar os danos, Trump já adotou medidas emergenciais. O governo está liberando as reservas estratégicas dos EUA em um ritmo sem precedentes. Restrições ao transporte marítimo foram suspensas e algumas sanções contra a Rússia e a Venezuela foram amenizadas.

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Embora outras alternativas tenham sido discutidas, como a suspensão do imposto federal sobre a gasolina, a realidade é que Trump possui uma única opção viável para reduzir os preços: reabrir o Estreito de Ormuz.

Previsões e Medidas da Casa Branca

Jan Stuart, estrategista global de energia da Piper Sandler, analisou a situação e concluiu que há pouco que o governo possa fazer. Ele prevê que a crise energética se intensificará, elevando o preço da gasolina a US$ 5 por galão ainda neste mês.

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Stuart estima que os contratos futuros de petróleo Brent podem atingir uma média de US$ 130 por barril no próximo trimestre, superando recordes anteriores, e que os preços permanecerão próximos a US$ 100 no ano seguinte.

A Casa Branca destacou as ações de Trump para enfrentar a turbulência nos mercados de energia, incluindo uma isenção de 60 dias da Jones Act. A porta-voz Taylor Rogers afirmou que essas interrupções são temporárias e que, com a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, os preços de energia devem cair novamente.

Implicações da Suspensão do Imposto sobre a Gasolina

Recentemente, Trump manifestou apoio à suspensão do imposto federal sobre a gasolina, que é de 18,4 centavos por galão. Contudo, uma isenção temporária durante a temporada de viagens de verão poderia custar ao Fundo Fiduciário Rodoviário cerca de US$ 11,5 bilhões em receita, sem oferecer alívio significativo aos consumidores.

Segundo uma análise do Penn Wharton Budget Model, a economia total para um tanque de 15 galões abastecido uma vez por semana seria de apenas US$ 35.

Além disso, uma isenção temporária do imposto poderia aumentar a demanda por combustível em um momento de oferta reduzida, o que não é o ideal, segundo Jason Bordoff, diretor do Centro de Política Energética Global da Universidade Columbia.

Exportações de Petróleo e Ações do Governo

Alguns legisladores sugeriram que o governo Trump considerasse restringir ou proibir as exportações de petróleo bruto e derivados. Embora essa medida pudesse resultar em uma queda rápida nos preços da gasolina, analistas acreditam que a redução seria temporária e que a ação poderia desestabilizar ainda mais os mercados de energia.

A produção de petróleo nos EUA não aumentou significativamente desde que Trump assumiu, mesmo com os preços do petróleo superando os US$ 100 por barril.

Recentemente, a produção de petróleo bruto nos EUA alcançou 13,7 milhões de barris por dia, de acordo com estimativas da Administração de Informação de Energia (EIA). Esse número é semelhante à previsão de 13,8 milhões de barris para o final de 2025.

Os analistas da EIA esperam uma produção estável em 13,6 milhões de barris por dia este ano, com um leve aumento projetado para 14,1 milhões de barris por dia no próximo ano.

Possíveis Ações Futuras e Conflitos

No passado, autoridades da Casa Branca buscaram apoio da Arábia Saudita para controlar os preços da gasolina. Bob McNally, fundador do Rapidan Energy Group, destacou que a comunicação com a Arábia Saudita era uma ferramenta eficaz. No entanto, essa opção está atualmente descartada devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, que bloqueou grande parte das exportações sauditas.

McNally estima que há 10% de chance de um acordo que reabra o Estreito de Ormuz em breve, 20% de chance de manter o status quo e 70% de chance de um aumento nas hostilidades nas próximas semanas. Se a reabertura do Estreito se tornar imprescindível e não houver acordo, a intensificação dos conflitos poderá elevar ainda mais os preços da energia, especialmente se causar danos significativos à infraestrutura energética da região.

McNally prevê que os contratos futuros de petróleo Brent podem subir para cerca de US$ 150 o barril, aproximando-se do recorde histórico de US$ 147,50 registrado em julho de 2008. Ele enfatizou que a única solução para a crise é a reabertura do Estreito de Ormuz.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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