Cientistas investigam surto de hantavírus em Ushuaia após tragédia em cruzeiro de luxo

Cientistas do Instituto Malbrán chegam a Ushuaia para investigar surto de hantavírus em cruzeiro de luxo. Descubra os detalhes dessa missão crucial!

18/05/2026 21:26

2 min

Cientistas investigam surto de hantavírus em Ushuaia após tragédia em cruzeiro de luxo
(Imagem de reprodução da internet).

Investigação sobre surto de hantavírus em Ushuaia

Uma equipe de cientistas do Instituto Malbrán, um laboratório argentino especializado em doenças infecciosas, chegou a Ushuaia, no extremo sul do país, nesta segunda-feira (18). O objetivo da visita é investigar a origem do surto de hantavírus que ocorreu em um cruzeiro de luxo no mês passado.

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A investigação será realizada ao longo desta semana em diferentes áreas de Ushuaia. Os cientistas instalarão armadilhas para capturar roedores, dos quais serão coletados sangue e tecidos para análise. O material coletado será processado em um laboratório de campanha e, posteriormente, enviado para um laboratório especializado.

Hipóteses sobre a origem do surto

A hipótese inicial sugere que um casal holandês pode ter se infectado durante uma visita a um lixão na cidade de Ushuaia, onde foram observar pássaros, antes de embarcar no cruzeiro no final de março. No entanto, o governo de Tierra del Fuego nega que os casos detectados no cruzeiro MV Hondius tenham se originado na província, afirmando que essa possibilidade é “quase nula”, uma vez que não há registros de contágios da doença desde 1996.

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A embarcação, que possui bandeira holandesa e transportava principalmente passageiros britânicos, americanos e espanhóis, gerou preocupação em diversos países. Antes de chegar a Ushuaia, o navio também visitou a península Antártica, a Geórgia do Sul e Tristão da Cunha, algumas das ilhas mais isoladas do mundo.

O surto de hantavírus foi relatado à Organização Mundial da Saúde em 2 de maio, resultando na morte do casal holandês e de um alemão. O processo de desembarque dos últimos tripulantes da embarcação ocorreu após o transatlântico atracar no porto holandês de Rotterdam.

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Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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