CPMIs sobre Lulinha e Flávio Bolsonaro podem avançar antes do segundo turno
A jornalista e ex-senadora Ana Amélia Lemos e o comentarista da CNN José Eduardo Cardozo discutiram, na terça-feira (20), a possibilidade de duas CPMIs avançarem no Congresso: uma sobre Lulinha e a empresária e lobista Roberta Luchsinger e outra envolvendo Flávio Bolsonaro (PL).
O debate ocorreu no programa O Grande Debate, exibido de segunda a sexta-feira, às 23h. As comissões voltaram ao centro da disputa política às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais; o caso de Flávio também envolve um novo inquérito distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, no STF (Supremo Tribunal Federal).
Cardozo defende instalação das duas CPMIs
José Eduardo Cardozo afirmou que é difícil prever o que acontecerá no Congresso, mas considerou correta a criação das comissões. Para ele, as investigações parlamentares poderiam avançar em questões que a Polícia Federal não conseguiria apurar a tempo.
O comentarista avaliou que a entrevista de Roberta Luchsinger foi “vazia em relação a fatos e denúncias”, embora tenha mencionado situações exploradas durante a campanha. Ele defendeu que ela e Lulinha sejam convocados para depor.
Cardozo também falou sobre os fatos que podem envolver Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. “São estarrecedores do ponto de vista do que pode ter acontecido”, disse.
Na avaliação dele, uma CPI ou CPMI tem função subsidiária e pode ser acionada quando as investigações policiais não avançam no prazo necessário. Cardozo acrescentou que, se Flávio Bolsonaro for eleito, não poderá ser alvo de ações criminais após tomar posse, o que, segundo ele, torna urgente uma apuração parlamentar.
Ana Amélia vê movimentação como “jogo de cena”
Ana Amélia Lemos afirmou que a mobilização em torno das comissões é um “grande jogo de cena às vésperas de uma decisão muito importante, que é o segundo turno da eleição presidencial”. Ela disse que o governo, por tentar a reeleição, tem mais poder de fogo do que a oposição, inclusive pelo acesso à Polícia Federal e a informações privilegiadas.
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Sobre Roberta Luchsinger, a jornalista defendeu que uma delação premiada seria um caminho mais eficaz e objetivo. “Ela não pode ir lá numa delação premiada perante a justiça fazer um jogo de cena numa CPMI”, afirmou, argumentando que uma delação prevê consequências jurídicas para quem não diz a verdade.
A ex-senadora também criticou o tom da campanha. Para ela, o confronto entre os candidatos se limitou a “um ataque de lado a lado para quem tem mais defeitos do que o outro”, sem apresentação de propostas concretas.
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