Cotribá troca comando após renúncia de presidente e passivo de R 1,4 bilhão
Sergio Strentske assume presidência da Cotribá em meio a crise financeira e passivo superior a R 1,4 bilhão.
A Cotribá, cooperativa gaúcha considerada a mais antiga do Brasil, anunciou a renúncia de Carlos Diehl ao cargo de presidente. Diehl estava há pouco mais de seis meses à frente da instituição. Com a saída, o vice – presidente Sergio Strentske assume a Presidência, seguindo o que determinam o estatuto e a decisão do Conselho de Administração.
A mudança no comando ocorre em um momento delicado para a cooperativa, que enfrenta uma crise financeira de grandes proporções. A Cotribá acumula um passivo que supera R 1, 4 bilhão. A instituição já havia pedido recuperação judicial, mas o processo acabou suspenso.
Transição e normalidade das operações
Em comunicado publicado em seu site, a Cotribá afirmou que a renúncia de Diehl “não altera o funcionamento de suas operações”. A cooperativa garante que as equipes seguem trabalhando normalmente no atendimento a associados, clientes, fornecedores e demais parceiros.
A nota oficial também detalha o foco da nova gestão. De acordo com a cooperativa, a administração que agora assume irá concentrar esforços “na recuperação e na reorganização da cooperativa, na continuidade das operações e na criação de condições para seu fortalecimento”.
A mensagem busca transmitir estabilidade em meio à turbulência financeira.
A saída de Carlos Diehl acontece após um curto período de gestão. Ele havia assumido a presidência há cerca de seis meses, em meio ao agravamento dos problemas financeiros da cooperativa. A rápida transição indica a urgência em buscar uma solução para a delicada situação econômica.
Crise financeira e passivo bilionário
O principal desafio de Sergio Strentske à frente da Cotribá será lidar com a dívida acumulada. O passivo de mais de R 1, 4 bilhão é o centro da crise que a cooperativa enfrenta. A tentativa de reestruturação via recuperação judicial foi uma das medidas tomadas, mas o processo não avançou e foi suspenso.
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A origem do passivo está ligada a investimentos e operações dos últimos anos que não geraram o retorno esperado, levando a cooperativa a um desequilíbrio financeiro. A nova diretoria terá de negociar com credores e buscar alternativas para equacionar as dívidas sem paralisar as atividades.
Fundada em 1911, a Cotribá carrega o título de cooperativa mais antiga do Brasil. São mais de 110 anos de história, o que torna a atual crise um capítulo particularmente delicado para a instituição e seus milhares de associados, espalhados por diversas regiões do Rio Grande do Sul.
História e relevância da Cotribá
A trajetória centenária da Cotribá a torna um símbolo do cooperativismo no país. Criada no início do século XX, a cooperativa cresceu e se consolidou como uma das principais do estado, atuando na produção e comercialização de grãos, além de outros produtos agropecuários.
A manutenção das operações e o fortalecimento da marca são prioridades declaradas pela nova administração. A expectativa é que, com a reorganização, a cooperativa consiga superar a crise e retomar o caminho do crescimento, preservando o legado de mais de um século de atividade no campo.