Corregedoria da Polícia Civil de SP investiga delegado Fábio Lopes por suposta lavagem de dinheiro
A investigação da Corregedoria pode impactar a carreira do delegado Fábio Lopes e levantar questões sobre a integridade da Polícia Civil de SP.
A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo abriu um procedimento para investigar a possível ligação do delegado Fábio Pinheiro Lopes, que atualmente ocupa o cargo de diretor do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas), em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao crime organizado.
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A apuração foi iniciada após o nome do delegado aparecer em uma conversa por aplicativo entre Victor Henrique de Oliveira Shimada, identificado pela Polícia Federal como membro de uma organização criminosa e alvo de sanções dos EUA por sua conexão com o PCC (Primeiro Comando da Capital), e o advogado Romany Cutolo Bonente, conhecido como “Roma”.
Um relatório da PF menciona um áudio no qual se fala sobre a necessidade de enviar R 100 mil para alguém designado como “Fabio Caipira do Deic”, sendo que o delegado é popularmente chamado de “Caipira”. Essa informação levanta sérias questões sobre a conduta do policial.
Histórico do delegado e afastamento
Anteriormente, Fábio Lopes foi diretor do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), mas foi afastado em dezembro de 2024 pelo Governo de São Paulo, após seu nome surgir na delação de Vinícius Gritzbach, que envolvia a relação entre policiais e membros do PCC.
Após esse episódio, Lopes foi nomeado para dirigir o Dope.
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A Secretaria Estadual da Segurança Pública de São Paulo (SSP – SP) informou que, assim que tomou conhecimento das denúncias, acionou a Corregedoria para abrir uma investigação e comunicou os fatos à Polícia Federal. Até o momento, a defesa do delegado Fábio Lopes não foi localizada pela CNN Brasil, que deixa espaço aberto para possíveis manifestações.
Detalhes do áudio e implicações
Um áudio extraído durante as investigações mencionou um suposto pagamento de R 100 mil destinado a “Fábio Caipira do Deic”. Esta mensagem foi enviada na madrugada do dia 15 de maio de 2024 ao advogado Romany Cutolo Bonente. No conteúdo, Roma expressa dificuldades em gerenciar valores relacionados às operações financeiras feitas pelo grupo.
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Ele também teria comentado que Shimada usou recursos de terceiros para quitar outras dívidas.
No entanto, conforme o documento analisado, não há evidências concretas de que o dinheiro tenha realmente sido transferido. O delegado mencionado ainda não enfrenta acusações formais neste caso. Além disso, Roma indicou que existem valores milionários pendentes com várias pessoas.
Implicações da operação
Shimada, atualmente foragido, é alvo das sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. As autoridades norte – americanas o apontam como um elo financeiro entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais. As investigações indicam que ele utilizou mais de R 7 milhões para lavar dinheiro oriundo do tráfico internacional de drogas.
As desdobramentos dessa investigação podem ter impactos significativos nas estruturas da polícia e nas relações com o crime organizado em São Paulo.