Copom se prepara para definir a Selic; mercado aguarda impacto da inflação e juros dos EUA

O Copom se prepara para uma decisão crucial sobre a Selic, em meio a pressões inflacionárias e juros nos EUA. O que isso significa para o mercado brasileiro?

14/06/2026 15:56

3 min

Copom se prepara para definir a Selic; mercado aguarda impacto da inflação e juros dos EUA
(Imagem de reprodução da internet).

Definição da Taxa Selic pelo Copom

Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central irá definir o novo patamar da taxa Selic, que atualmente está em 14,5%. Essa taxa é a principal referência de juros do Brasil e influencia diretamente empréstimos, financiamentos, investimentos e o custo do crédito tanto para empresas quanto para consumidores.

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A grande incerteza no mercado é se haverá espaço para uma redução nos juros ou se a taxa permanecerá alta por mais tempo, considerando a pressão inflacionária e os conflitos globais.

As projeções de inflação já ultrapassam 5,11% para este ano, enquanto as expectativas para 2027 também continuam em alta, conforme o Boletim Focus. Marilia Fontes, apresentadora da Resenha do Dinheiro e especialista em renda fixa, observa que o cenário atual tem levado o mercado a revisar constantemente suas expectativas em relação à Selic.

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Impacto dos Juros Norte-Americanos

Além da decisão do Copom, os investidores estão atentos ao aumento dos juros nos Estados Unidos, que também exerce pressão sobre os juros no Brasil. Marilia explica que os títulos americanos são vistos como investimentos de baixo risco e, quando oferecem retornos mais altos, o Brasil precisa manter uma remuneração atrativa para se manter competitivo para os investidores estrangeiros.

A apresentadora ressalta que o Banco Central brasileiro está vigilante em relação ao movimento de “desancoragem” das expectativas de inflação, que ocorre quando o mercado acredita que a inflação ficará acima da meta por um período prolongado.

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Busca por Ativos Conservadores

Segundo Thiago Godoy, educador financeiro, o cenário de juros elevados e inflação persistente tem reforçado a busca por ativos mais conservadores e estratégias que visam proteger o patrimônio. Ele destaca que os títulos atrelados ao IPCA estão ganhando destaque, pois ajudam a preservar o poder de compra do investidor.

Com a perspectiva de queda da Selic se tornando menos provável, esses títulos se tornam uma alternativa mais atrativa em comparação a uma aposta exclusiva em prefixados.

Além disso, juros altos tendem a pressionar ativos de risco, uma vez que uma Selic mais elevada aumenta a atratividade da renda fixa e diminui o apetite dos investidores por aplicações mais voláteis. Marilia aconselha que, em um cenário como esse, o investidor deve adotar uma postura mais conservadora e seletiva.

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Sobre a Resenha do Dinheiro

O programa Resenha do Dinheiro, realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, é apresentado por Thiago Godoy, conhecido como “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, e Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb.

A atração oferece uma abordagem leve e direta sobre temas relacionados à educação financeira e investimentos, discutindo semanalmente os principais assuntos da economia de forma informal, como uma conversa entre amigos, mas sem abrir mão da análise.

A Resenha do Dinheiro é transmitida todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube, e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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