Copom deve manter taxa de juros inalterada em reunião de 17 de agosto, aponta mercado

A decisão do Copom em manter a taxa de juros inalterada reflete a cautela diante da inflação elevada e das incertezas no cenário econômico global

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Decisões de Política Monetária do Brasil e EUA em Foco

Os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos anunciam nesta quarta-feira (17) suas decisões de política monetária em meio a uma inflação elevada e incertezas geopolíticas. A reabertura do Estreito de Ormuz, essencial para o abastecimento de petróleo, traz alívio aos investidores, mas a falta de informações concretas gera cautela.

As expectativas do mercado indicam que a decisão não deve impactar os resultados desta Superquarta.

No Brasil, a expectativa é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a taxa de juros inalterada. Para o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve, as apostas estão na manutenção da taxa entre 3,5% e 3,75%. Caso se confirme, será a quarta reunião consecutiva sem alteração nas taxas.

Especialistas afirmam que os comunicados das autoridades monetárias serão mais relevantes do que as decisões em si.

Expectativas do Mercado e Análises de Instituições Financeiras

As instituições financeiras avaliam que o espaço para novas reduções de juros está cada vez mais restrito. A XP Investimentos destacou que os dados econômicos desde a última reunião do Copom indicam uma deterioração no cenário inflacionário, sugerindo uma postura mais cautelosa.

A instituição projeta que a estimativa de inflação do Banco Central para o fim de 2027 suba de 3,5% para 3,6%, acima da meta de 3%.

O Goldman Sachs também prevê um corte de 0,25 ponto percentual, mas considera relevante a possibilidade de manutenção da Selic, atribuindo 40% de probabilidade a essa alternativa. Luiz Otávio Leal, economista-chefe da G5 Partners, comentou que o cenário externo se tornou mais favorável para a redução da taxa básica de juros após o alívio das tensões no Oriente Médio, embora programas de estímulo ao crédito limitem o espaço para cortes.

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Expectativas para o Federal Reserve

Nos Estados Unidos, o consenso é pela manutenção das taxas de juros pelo Fed, que enfrenta dificuldades para controlar a inflação, que deve retornar à meta de 2%. Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad, afirmou que não se esperam mudanças nos Fed Funds por um bom tempo, a menos que o cenário macroeconômico mude significativamente.

A reunião do Federal Reserve desta semana é especialmente relevante, pois ocorre no fim do trimestre, quando são divulgadas projeções para PIB, inflação, desemprego e trajetória de juros. Leal destacou que a postura do membro Kevin Walsh será crucial, já que ele apresentou visões distintas sobre a comunicação do Fed e os parâmetros de inflação.

O resultado esperado é a manutenção dos juros no nível atual.