Estoques de petróleo nos EUA caem 640 mil barris, abaixo da previsão de 1,4 milhão

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos caíram 640 mil barris na semana encerrada em 11 de setembro, totalizando 423,429 milhões de barris. O número veio do DoE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta – feira (16) e ficou abaixo do esperado pelo mercado.
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Analistas consultados pelo Wall Street Journal previam uma redução maior, de 1,4 milhão de barris. Na prática, o recuo foi menos da metade do projetado, o que pode indicar uma demanda mais fraca ou uma oferta ainda ajustada.
Gasolina e destilados sobem, contrariando previsões
Os estoques de gasolina subiram 794 mil barris na semana, para 207,7 milhões de barris. A expectativa era de queda de 800 mil barris. O resultado surpreendeu o mercado, que apostava em uma retração nos volumes armazenados do combustível.
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Já os estoques de destilados — que incluem diesel e óleo de aquecimento — avançaram 1,585 milhão de barris, chegando a 107,9 milhões de barris. A previsão dos analistas era de estabilidade no período. O aumento expressivo acendeu alertas sobre o equilíbrio entre oferta e demanda no setor.
A taxa de utilização das refinarias nos EUA recuou de 97,8% na semana anterior para 96,8% na mais recente. O número também ficou abaixo da projeção de 97,2%, sugerindo uma leve desaceleração na atividade das refinarias americanas.
Cushing e reservas estratégicas em queda
Os estoques de petróleo em Cushing, principal centro de armazenamento dos EUA, caíram 342 mil barris, para 21,482 milhões de barris. A redução mantém a pressão sobre os preços do barril, já que o local é referência para contratos futuros.
A produção americana de petróleo ficou estável na semana, em 13,9 milhões de barris por dia, segundo o DoE. Já as reservas estratégicas de petróleo (SPR, na sigla em inglês) perderam 403 mil barris, totalizando 284,957 milhões de barris.
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O volume armazenado nas SPR é o menor desde novembro de 1982, de acordo com dados da Reuters. O nível crítico das reservas estratégicas preocupa o governo americano, que tem evitado novos saques para não agravar a situação.
Contexto e impactos no mercado
Os dados do DoE chegam em um momento de volatilidade no mercado de petróleo, com investidores atentos aos sinais de desaceleração econômica global. A queda nos estoques totais, embora menor que o esperado, ainda reflete uma oferta apertada em algumas regiões.
Por outro lado, o aumento nos estoques de gasolina e destilados pode aliviar a pressão sobre os preços ao consumidor nos postos americanos. A combinação de queda na utilização das refinarias e alta nos estoques de derivados sugere que a demanda pode estar perdendo força.
Os números de Cushing e das SPR reforçam a tendência de esgotamento gradual dos estoques americanos. O mercado monitora de perto os próximos relatórios do DoE para avaliar se a trajetória de queda vai se intensificar nas próximas semanas.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



