Copersucar realiza primeiro abastecimento de navio com etanol no Brasil, em Santos

A Copersucar realizou hoje (13), no Porto de Santos, em São Paulo, o primeiro abastecimento de um navio porta – contêineres com etanol em território brasileiro. Esta operação marca um avanço significativo na transição energética do setor marítimo e destaca o potencial do biocombustível nacional como uma alternativa de baixa emissão de carbono para a navegação internacional.
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O abastecimento não apenas demonstra a viabilidade do etanol como combustível, mas também representa um passo importante para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em um dos setores mais desafiadores da descarbonização global. O transporte marítimo é responsável por cerca de 3% das emissões mundiais de gás carbônico e enfrenta pressão crescente para adotar combustíveis renováveis, a fim de atender às metas ambientais estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (IMO.
Metas da Organização Marítima Internacional
A IMO definiu metas ambiciosas com o objetivo de alcançar emissões líquidas zero até 2050. Essas diretrizes incluem a implementação da precificação de carbono sobre combustíveis marítimos, a criação de mercados para créditos de descarbonização e a mobilização de recursos globais para financiar inovações e tecnologias limpas.
Para o Brasil, essa iniciativa fortalece a estratégia de expandir o mercado para o etanol além do setor automotivo. O país ocupa a posição de segundo maior produtor mundial desse biocombustível e busca posicioná – lo como uma solução viável para a descarbonização em diferentes modos de transporte, incluindo o Combustível Sustentável de Aviação (SAF) e agora, também, no transporte marítimo.
Investimentos em novas tecnologias
A operação da Copersucar ocorre em um contexto onde armadores e fabricantes de motores estão aumentando os investimentos em tecnologias que utilizam combustíveis como etanol, metanol e amônia, visando reduzir a pegada de carbono na navegação. Além dos benefícios ambientais, especialistas acreditam que essa mudança pode abrir novas oportunidades para a cadeia sucroenergética brasileira.
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Com isso, espera – se que haja um incremento no valor da produção nacional e um fortalecimento do papel do Brasil como fornecedor global de combustíveis com baixo teor de carbono. O setor aposta que experiências como essa acelerem o desenvolvimento da infraestrutura necessária para abastecer embarcações e incentivem novas rotas comerciais utilizando combustíveis renováveis produzidos no país.
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Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.



