Comitê em São Paulo inicia atualização da lista de espécies ameaçadas com novos coordenadores

Na última terça – feira (18), o Comitê Científico de Avaliação de Risco de Extinção das Espécies de Fauna do Estado de São Paulo anunciou que 16 pesquisadores assumiram cargos de coordenação em grupos taxonômicos. A reunião marcou um passo importante na atualização da lista de espécies ameaçadas em extinção, conhecida como “lista vermelha”.
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As inscrições para novos integrantes permanecem abertas até 31 de agosto.
O comitê conta atualmente com a participação de 154 pesquisadores, oriundos de 62 instituições, divididos em nove grupos que abrangem mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes de água doce, invertebrados terrestres, invertebrados de água doce e invertebrados marinhos.
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Dentre os 16 novos coordenadores, seis liderarão integralmente um dos grupos taxonômicos, enquanto dez ficarão responsáveis pela subcoordenação.
Responsabilidades e próximos passos
Os pesquisadores que agora ocupam funções de coordenação serão encarregados de organizar as equipes e dirigir as etapas seguintes do trabalho. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), a próxima fase envolverá uma reunião com os coordenadores para alinhar o cronograma do segundo semestre de 2026 e definir quais grupos de espécies serão avaliados.
Após essa reunião inicial, os pesquisadores participarão de uma capacitação sobre a metodologia da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e o processo das avaliações. Em seguida, eles iniciarão a avaliação do risco de extinção das espécies selecionadas.
A Semil informa que essa avaliação se baseará em dados preliminares coletados através dos registros oficiais da fauna paulista.
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Apoio financeiro e divulgação dos resultados
O Governo de São Paulo destinará R 900 mil para apoiar esse projeto. A avaliação será realizada gradualmente e os resultados serão divulgados em blocos contendo 500 espécies cada, entre o final de 2026 e o início de 2028. Essa nova iniciativa visa não apenas atualizar a lista das espécies ameaçadas, mas também aprimorar políticas públicas voltadas à gestão ambiental.
A última atualização da Lista de Fauna Ameaçada no estado ocorreu em 2018, quando foram identificadas 600 espécies em risco. A primeira etapa deste novo processo avaliará 405 espécies endêmicas, focando naquelas mais vulneráveis ao desaparecimento e buscando subsidiar ações efetivas para sua conservação.
Este esforço se torna ainda mais crucial diante das crescentes ameaças à biodiversidade causadas pela fragmentação dos habitats naturais e pelas mudanças climáticas.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



