Comissão Europeia e BCE divergem sobre impacto das novas tarifas americanas

A divergência entre a Comissão Europeia e o BCE sobre as tarifas americanas pode impactar as relações comerciais globais e a estabilidade econômica na região.

2 min

Terminal de contêineres em Bremerhaven, Alemanha | Foto: Reuters
Terminal de contêineres em Bremerhaven, Alemanha | Foto: Reuters

A Comissão Europeia manifestou cautela nesta sexta-feira (24) em relação às novas tarifas de 10% e 12,5% impostas pelos Estados Unidos sobre mercadorias de 60 países, incluindo a União Europeia e a China. O governo americano alegou que esses países não estavam adotando medidas adequadas para barrar a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As tarifas anunciadas não se acumulam às taxas já existentes para a UE, conhecidas como “nação mais favorecida”. Contudo, as tarifas reintroduzem isenções tarifárias adicionais para produtos da União Europeia, como cortiça, diamantes e componentes aeronáuticos.

Um porta-voz da Comissão Europeia comentou que o resultado está alinhado com os compromissos tarifários estabelecidos na Declaração Conjunta UE-EUA, destacando um “impulso positivo” para a busca de novas isenções tarifárias e fortalecimento da cooperação entre as partes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Expectativas sobre o acordo comercial

O porta-voz ressaltou que a UE espera que Washington mantenha os termos do acordo firmado no resort de golfe Turnberry por Donald Trump, na Escócia, em julho do ano passado. Nesse pacto, a União Europeia concordou em eliminar os direitos de importação sobre produtos industriais dos EUA, enquanto os americanos impuseram uma taxa de 15% sobre a maioria dos produtos europeus. “Isso é essencial para garantir estabilidade e previsibilidade aos nossos mercados”, afirmou.

Recentemente, a UE já havia rechaçado as alegações dos EUA sobre sua falta de ação em relação ao trabalho forçado.

Efeito das tarifas na economia global

Em contrapartida, Emmanuel Moulin, dirigente do Banco Central Europeu e presidente do Banco da França, comentou que as novas tarifas aumentam as incertezas na economia mundial e no crescimento econômico. Em entrevista à BFM Business TV no mesmo dia, ele destacou que essas taxas representam um “obstáculo”, mesmo com o acordo comercial vigente entre a União Europeia e os Estados Unidos.

Moulin acredita que, para a Europa, não haverá grandes mudanças devido ao acordo existente que deveria ser respeitado por Trump. No entanto, ele reconheceu que essa situação gera mais incerteza para o comércio global e pode impactar negativamente o crescimento econômico.

Leia também

Sobre a economia francesa especificamente, ele mencionou que “há uma boa resiliência”.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!