Colossal Biosciences mira na ressurreição do bluebuck, antílope extinto da África

A Colossal Biosciences mira na ressurreição do bluebuck, antílope extinto da África, prometendo reverter erros do passado com tecnologia inovadora

03/05/2026 03:41

3 min

Colossal Biosciences mira na ressurreição do bluebuck, antílope extinto da África
(Imagem de reprodução da internet).

Colossal Biosciences Foca em Espécies Extintas da África

A Colossal Biosciences, a empresa que criou o lobo-terrível geneticamente modificado e está desenvolvendo híbridos modernos de mamute-lanoso, dodô e tigre-da-tasmânia, agora direciona seus esforços para espécies extintas da África. Com sede em Dallas, a companhia anunciou que está trabalhando para trazer de volta o bluebuck, um antílope majestoso que desapareceu há cerca de 200 anos.

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Ben Lamm, CEO da Colossal Biosciences, afirmou à CNN que essa iniciativa “reverteria alguns dos erros do passado”.

O antílope-azul, conhecido como bluebuck, habitava o sul da África e é a única espécie de mamífero africano de grande porte que se extinguiu na história registrada. Seu desaparecimento foi rápido, geralmente atribuído à caça durante a era colonial, à perda de habitat e à competição por pastagens com o gado.

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Beth Shapiro, diretora científica da Colossal, comentou: “Este é um exemplo claro de uma extinção causada por nós, e já possuímos a tecnologia para reverter isso nos próximos anos”.

Início do Projeto e Avanços Tecnológicos

O projeto marca a primeira incursão da Colossal no grupo dos bovídeos, que inclui bovinos, caprinos e búfalos, além de ser a primeira iniciativa da empresa focada na África continental, com trabalho também em Maurício. Os esforços começaram em 2024, quando a empresa extraiu DNA de um espécime de antílope-azul no Museu Sueco de História Natural para reconstruir o genoma da espécie.

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Os cientistas identificaram as variantes genéticas que expressam as principais características físicas do antílope, como sua pelagem azul-acinzentada e os longos chifres curvados.

A análise da Colossal revelou que o antílope-sable e o antílope-ruão são os parentes genéticos mais próximos do antílope-azul. A empresa está utilizando o antílope-ruão como um substituto celular, editando seu DNA para aproximá-lo da aparência do antílope-azul, um processo que já está em andamento.

O projeto também prevê o uso de uma antílope-ruã como mãe de aluguel para o embrião cultivado em laboratório, com a empresa já tendo adquirido antílopes-ruãs para essa finalidade.

Expectativas e Desafios do Projeto

O CEO da Colossal, Ben Lamm, mencionou que espera o nascimento de um espécime nos “próximos anos”, e não em décadas. Ele destacou que o antílope-azul exigirá mais edição genética do que o lobo-terrível, mas menos do que outros projetos da empresa.

Para o lobo-terrível, a Colossal realizou 20 edições em 14 genes. Lamm também ressaltou que o projeto foi anunciado agora devido aos avanços alcançados, que podem ser aplicados a espécies de antílopes ameaçadas de extinção, como o hirola, que está criticamente em perigo.

O Dr. David Mallon, professor visitante da Universidade Metropolitana de Manchester e presidente emérito do grupo de especialistas em antílopes da União Internacional para a Conservação da Natureza, descreveu o projeto como “um desenvolvimento extremamente interessante”, mas questionou seu valor para os esforços de conservação em andamento.

Ele afirmou que existem prioridades de conservação mais urgentes a serem abordadas.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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