Miguel Díaz-Canel desafia sanções dos EUA e reafirma a resistência cubana em defesa da soberania

Miguel Díaz-Canel responde às novas sanções dos EUA, afirmando que Cuba não se renderá e pedindo apoio internacional contra a pressão americana.

02/05/2026 14:41

2 min

Miguel Díaz-Canel desafia sanções dos EUA e reafirma a resistência cubana em defesa da soberania
(Imagem de reprodução da internet).

Reação de Cuba às Sanções dos EUA

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que a nação não se submeterá às ameaças provenientes dos Estados Unidos, após o presidente Donald Trump intensificar as sanções contra o governo cubano. Em uma publicação no X, o líder cubano declarou: “O presidente dos EUA eleva as suas ameaças contra Cuba a uma escala perigosa e sem precedentes […] Nenhum agressor, por mais poderoso que seja, encontrará a rendição em Cuba.

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Encontrará um povo determinado a defender a soberania e a independência em cada centímetro do território nacional”.

Díaz-Canel também solicitou apoio da comunidade internacional contra ações que visam atender os interesses de um “grupo pequeno, mas rico e influente, ansioso por vingança e domínio”.

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Novas Sanções e suas Implicações

Na sexta-feira (1°), Donald Trump assinou um decreto que amplia as sanções, com o objetivo de aumentar a pressão sobre Havana. As novas medidas têm como alvo indivíduos, entidades e afiliadas que apoiam o aparato de segurança do governo cubano ou estão envolvidas em corrupção e graves violações dos direitos humanos.

Também estão na mira agentes, funcionários ou apoiadores do governo, conforme informado pelas autoridades.

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Um comunicado da Casa Branca indicou que as sanções podem ser aplicadas a “qualquer pessoa estrangeira” que atue nos setores de “energia, defesa e materiais relacionados, metais e mineração, serviços financeiros ou setor de segurança da economia cubana, ou qualquer outro setor da economia cubana”.

O decreto permite sanções secundárias em caso de realização ou facilitação de transações com os alvos mencionados.

Resposta de Díaz-Canel às Medidas

Após o anúncio das sanções, Miguel Díaz-Canel afirmou que as novas medidas “coercitivas” reforçam o bloqueio “brutal e genocida” imposto pelos EUA à ilha. “O bloqueio e seu reforço causam muitos danos devido ao comportamento intimidador e arrogante da maior potência militar do mundo”, escreveu Díaz-Canel nas redes sociais.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, comentou que as sanções, anunciadas durante as tradicionais comemorações do Dia Primeiro de Maio, visam impor “punição coletiva ao povo cubano”, mas garantiu que os cubanos não serão intimidados.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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