Colonos israelenses circulam por olivais palestinos e agricultores denunciam ataques na Cisjordânia
Colonos israelenses circularam por olivais de palestinos na Cisjordânia ocupada nesta segunda-feira (19), enquanto agricultores colhiam azeitonas e acusavam as forças israelenses de não protegê-los de ataques. Em Deir Abu Mashal, um homem foi detido depois de discutir com soldados sobre o acesso às terras onde seu pai trabalhava.
Na vizinha Turmus Ayya, moradores exibiram danos em uma casa que, segundo eles, foi atacada por colonos. Os episódios ocorrem em meio à preocupação internacional crescente com a violência na região.
Moradores relatam ataques em Deir Abu Mashal e Turmus Ayya
Em Deir Abu Mashal, agricultores palestinos colheram azeitonas enquanto soldados israelenses e colonos circulavam pelos campos. O morador Mohammed Abu Rabee acusou as forças israelenses e os colonos de agirem em conjunto e disse não acreditar que as autoridades tomariam medidas efetivas contra os responsáveis pela violência.
Em Turmus Ayya, havia vidros quebrados e pedras espalhadas pelo chão da casa. Um veículo também foi incendiado em um olival próximo.
Mousa Hamayel afirmou que o ataque à residência fazia parte de uma política destinada a expulsar os palestinos de suas terras. Hanan Hamayel, que disse estar sozinha em casa quando os colonos começaram a atirar pedras, descreveu o episódio como aterrorizante e questionou se os soldados estavam no local para protegê-la ou para proteger os colonos.
Polícia prende 10 suspeitos por violência no fim de semana
A polícia israelense informou nesta segunda-feira que prendeu 10 suspeitos ligados a episódios de violência ocorridos durante o fim de semana. Entre eles estão ataques à fotojornalista do Washington Post Heidi Levine e a diplomatas europeus.
Levine foi hospitalizada e passou por uma cirurgia em um dedo depois de ser agredida na sexta-feira, enquanto cobria a colheita de azeitonas palestina. O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, chamou as prisões de um “avanço muito positivo para encontrar e punir” aqueles que “atacaram e espancaram gravemente” a jornalista.
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O Exército israelense não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Segundo a organização israelense de direitos humanos Yesh Din, houve pelo menos 170 ocorrências desde 27 de setembro. Jornalistas, ativistas israelenses e observadores estrangeiros também foram alvos de ataques.
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Redação Internacional
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