CNEN confirma vazamento de material radiológico no Ipen e gera preocupação sobre segurança

A confirmação do vazamento de material radiológico no Ipen levanta questões sobre a segurança nas operações do centro. Quais medidas estão sendo tomadas para

12/06/2026 16:41

3 min

CNEN confirma vazamento de material radiológico no Ipen e gera preocupação sobre segurança
(Imagem de reprodução da internet).

CNEN Confirma Vazamento de Material Radiológico no Ipen

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) confirmou um vazamento de material radiológico no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), localizado dentro da Universidade de São Paulo (USP), na zona Oeste da capital paulista. O incidente ocorreu no dia 29 de maio, mas a confirmação oficial foi divulgada apenas na quinta-feira, 11 de junho.

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Durante o manuseio de insumos para radioterapia, dois profissionais tiveram Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) contaminados. Segundo a CNEN, a contaminação foi restrita à área controlada do Centro de Radiofarmácia e não houve profissionais afetados ou em observação devido à contaminação.

O Que Vazou?

Conforme informações da autarquia, foram encontrados traços de tecnécio-99 durante o manuseio de geradores de molibdênio. O vazamento foi inicialmente reportado por entidades sindicais e, posteriormente, confirmado pelo órgão regulador após a elaboração de um relatório de ocorrência interna.

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O incidente envolveu dois funcionários, que são classificados como Indivíduos Ocupacionalmente Expostos. De acordo com uma nota oficial do Ipen, a contaminação teve início na vestimenta de um técnico e, apesar do isolamento imediato, um resíduo no piso contaminou o calçado de um segundo operador no dia 1º de junho.

Ambos foram submetidos a exames de “contagem de corpo inteiro”, que descartaram qualquer contaminação interna.

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Próximos Passos

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) iniciou um procedimento de verificação técnica para investigar o caso. O Ipen tem até o dia 18 de junho para atender às exigências regulatórias estabelecidas pelo órgão fiscalizador. O instituto informou que os profissionais envolvidos passaram por retreinamento e que o monitoramento da dose acumulada é uma prática de segurança habitual na instalação.

O Centro de Radiofarmácia é um dos principais fornecedores de radiofármacos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Manifestação do Ipen

O Ipen se pronunciou por meio de uma nota oficial, esclarecendo que, no dia 29 de maio, durante a produção de Geradores de Molibdênio-99/Tecnécio-99m, a roupa de um técnico foi contaminada. O incidente foi rapidamente detectado pelos sistemas de segurança da instalação, e o operador tomou as medidas necessárias para limpeza e isolamento de sua vestimenta.

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Após esse procedimento, um leve traço de contaminação foi encontrado no piso, que resultou na contaminação do calçado de outro operador no dia 1º de junho. Os exames realizados confirmaram que a contaminação se limitou às roupas externas, assegurando que nenhum dos operadores sofreu consequências à saúde.

Como não houve sequelas ou riscos, nenhum funcionário permanece sob observação. Os envolvidos passaram por retreinamento e o caso está sendo avaliado internamente para aprimorar os processos de controle e segurança.

Segurança e Pesquisa no Ipen

O Ipen ressaltou que contaminações pontuais em EPIs, embora rigorosamente prevenidas, podem ocorrer. Por isso, cada incidente resulta em monitoramento da dose acumulada e exames de corpo inteiro. Os funcionários do Centro de Radiofarmácia geralmente mantêm doses acumuladas bem abaixo dos limites legais.

Como medida de segurança adicional, sempre que a dose de um trabalhador apresenta elevação, sua função é alterada e a atividade é revisada para minimizar a exposição e melhorar o processo produtivo. Além da produção diária, o Centro de Radiofarmácia também conta com uma equipe de pesquisa ativa, desenvolvendo projetos como o Lu-177-PSMA-IT, em fase de testes clínicos, e estudos com moléculas marcadas com alfa-emissores, como o Ac-225.

O Ipen é um dos maiores fornecedores de radiofármacos para o Sistema Único de Saúde, contribuindo significativamente para o desenvolvimento do Brasil.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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