Clima mais seco no Brasil faz café recuar 2,02% e fechar a R 3,22 em Nova York

Expectativas de clima seco no Brasil impulsionam a colheita de café, enquanto o mercado reage com queda nos preços futuros em Nova York.

Café torrado em grão que pode ser processado nos EUA

No pregão da Bolsa de Nova York nesta sexta – feira (21), o contrato futuro de café com vencimento em dezembro teve uma queda de 2,02%, fechando a R 3,22 por libra – peso. A Barchart reportou que os preços do café enfrentaram uma forte baixa, com o robusta atingindo seu menor nível em uma semana.

O mercado foi impactado pelas expectativas de um clima mais seco no Brasil, que deve acelerar a colheita. A cooperativa Cooxupé revelou que até o dia 14 de agosto, 81,1% da colheita já havia sido realizada. Esse avanço representa um aumento de 7 pontos percentuais em comparação à semana anterior, embora ainda esteja abaixo dos 86,1% registrados no mesmo período do ano passado.

Desempenho do cacau e açúcar

O contrato de cacau com vencimento em setembro também apresentou queda, encerrando a sessão com desvalorização de 0,49%, cotado a US 6.034 por tonelada. Segundo a Barchart, essa diminuição nos preços está ligada ao aumento da oferta global. Informações da Bloomberg indicaram que as exportações de cacau em grão da Nigéria cresceram 18% em julho na comparação anual, totalizando 16.052 toneladas.

A Nigéria ocupa a quinta posição entre os maiores produtores mundiais de cacau.

Na quinta – feira, os preços do cacau haviam alcançado o maior nível em duas semanas devido a preocupações relacionadas à produção no Gana, o segundo maior produtor mundial do produto. O Conselho de Cacau de Gana estimou uma produção de 650 mil toneladas para a safra 2026/27, o que representa uma queda de 13% se comparado às 750 mil toneladas do ciclo anterior.

Quanto ao açúcar, o contrato futuro com vencimento em outubro subiu 0,51%, fechando cotado a 17,61 centavos por libra – peso. Os preços apresentaram movimentações divergentes durante o pregão após recentes ganhos significativos. O mercado continua a ser sustentado pela preocupação com uma possível diminuição na oferta global.

Na quinta – feira, os preços do açúcar negociados em Nova York atingiram sua maior cotação em 15 meses.

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Ações da Índia e mercado global

O governo indiano anunciou na mesma data uma redução nas tarifas de importação do açúcar para aumentar a oferta interna e controlar os preços à medida que se aproxima a temporada festiva. A Diretoria Geral de Comércio Exterior autorizou a importação de até 1 milhão de toneladas de açúcar bruto sem impostos até o dia 31 de outubro.

Essa medida reforça as expectativas sobre aperto na oferta global, especialmente porque a Índia tem sido tradicionalmente um importante exportador do produto e não realiza importações significativas desde a safra 2017/18.

Mercado do algodão e suco de laranja

No setor do algodão, o contrato futuro com vencimento em dezembro fechou praticamente estável, registrando leve alta de 0,01%, cotado a 88,35 centavos por libra – peso. Dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam que as vendas para exportação na safra 2026/27 atingiram 4,235 milhões de fardos, representando um aumento de 31% em relação ao ano passado.

Embora ainda esteja abaixo da média histórica para este período (43%), esse ritmo supera os 29% registrados no ano anterior.

Por fim, o contrato futuro para o suco de laranja para entrega em setembro terminou com desvalorização de 0,29%, sendo negociado a US 1,54 por libra – peso.