CLDF Remove Terreno Crucial do Banco de Brasília em Defesa do Lago Paranoá

CLDF remove terreno do BRB, prioriza Lago Paranoá! Mobilização popular garante proteção hídrica e corrige erro técnico. Saiba mais!

05/05/2026 15:16

3 min

CLDF Remove Terreno Crucial do Banco de Brasília em Defesa do Lago Paranoá
(Imagem de reprodução da internet).

CLDF Remove Terreno da Capitalização do Banco de Brasília, Priorizando Preservação Hídrica

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) oficializou, em dois turnos na quarta-feira (29), a retirada de um terreno crucial da lista de bens públicos destinados à capitalização do Banco de Brasília (BRB). A decisão, impulsionada por uma forte mobilização popular, também remove a Farmácia Central do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), corrigindo um erro técnico apontado pelo governo devido a restrições ambientais.

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A medida é vista como um avanço significativo para a proteção dos recursos hídricos do Distrito Federal, especialmente considerando a importância da área como zona estratégica de recarga do Lago Paranoá.

Análise da Especialista e Importância do Planejamento

A professora e pesquisadora Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília (UnB), destacou que a remoção representa uma vitória da sociedade civil e da academia. Ela enfatizou a necessidade de um planejamento de longo prazo, assegurando a proteção permanente da área, com princípios de uso e ocupação que não comprometam suas funções ambientais. “É fundamental garantir que a área continue a desempenhar seu papel vital na preservação dos aquíferos e do Lago Paranoá”, afirmou a especialista.

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Correção Histórica e Resistência Contra a Especulação

O deputado Fábio Felix (Psol-DF) ressaltou que a aprovação do projeto corrige um erro histórico na gestão do patrimônio público da capital. Ele criticou a iniciativa do governo, considerando-a equivocada e que criava novos problemas. “É um primeiro passo importante na defesa do patrimônio público do Distrito Federal, e uma resistência contra o uso de áreas de preservação como moeda de troca”, declarou o parlamentar.

Mobilização e Vigilância Contínuas

O movimento Preserva Serrinha e o Fórum Distrital das Águas desempenharam um papel fundamental na denúncia dos riscos da urbanização da área para o abastecimento hídrico de Brasília. O deputado Gabriel Magno (PT-DF) parabenizou a comunidade e os pesquisadores, mas alertou que a luta pela preservação integral ainda não terminou, defendendo a criação de uma unidade de conservação do Parque Nacional na Serrinha.

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A Associação Preserva Serrinha agradeceu o apoio de instituições como o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Instituto Cerrados e a Rede Cerrado, além da parceria com a comunidade científica da UnB.

Avanços e Próximos Passos

Com a aprovação de uma emenda aditiva, o Executivo deve promover estudos para assegurar a função precípua de preservação ambiental da Gleba A, uma área de 716 hectares considerada o maior remanescente de vegetação nativa do braço norte do Lago Paranoá.

A proposta visa proteger a região contra a especulação imobiliária e danos ecológicos irreversíveis, em um contexto de mudanças climáticas e estresse hídrico. A proteção da vegetação nativa e a fiscalização contra ocupações ilegais são consideradas urgentes.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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