Cláudio Castro é investigado na Operação Compliance Zero por esquema de R$ 3 bilhões

Cláudio Castro é investigado na Operação Compliance Zero, que apura aportes de R$ 3 bilhões no Rioprevidência. Descubra os detalhes dessa nova fase!

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Foto: Reprodução

Cláudio Castro é alvo da Operação Compliance Zero

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), está entre os investigados na oitava fase da Operação Compliance Zero, que foi iniciada na manhã desta terça-feira (26) pela Polícia Federal. A operação investiga os investimentos realizados no Rioprevidência, com foco em um aporte de R$ 3 bilhões no extinto Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Castro renunciou ao governo na véspera do julgamento, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de uma ação por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, que investigava um esquema de contratações irregulares na Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro).

Estima-se que cerca de 27 mil cargos temporários foram utilizados para empregar cabos eleitorais e fortalecer a campanha de reeleição de Castro.

A renúncia de Castro foi interpretada como uma estratégia para garantir que a eleição no Rio ocorresse de forma indireta. Segundo um comunicado oficial da PF, a Operação Compliance Zero é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que já havia identificado aportes suspeitos do Rioprevidência em Letras Financeiras de bancos privados, totalizando aproximadamente R$ 970 milhões entre outubro de 2023 e julho de 2024.

Nesta nova fase da operação, estão sendo investigadas aplicações de R$ 2,01 bilhões, realizadas a partir de julho de 2024, em fundos de investimento do mesmo banco, somando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência. Além disso, Cláudio Castro também foi alvo da Operação Sem Refino, que investiga o ramo de combustíveis por suspeitas de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

Deflagrada em 15 de maio, essa operação também teve como alvo o proprietário da Refit, Ricardo Magro, e resultou em bloqueio de bens.

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