Christa Pike escapa da morte e advogados entram com recurso

Execução de Kenneth Eugene Smith no Alabama é suspensa após falha na aplicação da injeção letal e reabre debate sobre o método nos EUA.

Christa Pike, primeira mulher que teve execução autorizada no Tennessee em 200 anos.

Execução de preso no Alabama é interrompida após 90 minutos; caso expõe impasse sobre penas de morte nos EUAUm preso condenado à morte no Alabama teve a execução interrompida na quinta-feira (7) depois que as equipes não conseguiram localizar uma veia para aplicar a injeção letal.

Kenneth Eugene Smith, de 58 anos, passou por uma punção intravenosa que durou cerca de uma hora antes de o procedimento ser suspenso. Smith, condenado pelo assassinato de Elizabeth Sennett em 1988, já estava amarrado à maca quando a equipe decidiu interromper a aplicação.

O comissário do Departamento de Correções do Alabama, John Hamm, afirmou que a execução foi interrompida porque o prazo legal expirou à meia-noite — não por falha no protocolo. O preso chegou a ficar mais de três horas deitado na maca durante o processo.

A tentativa de execução ocorreu na quinta-feira (22), no corredor da morte do Alabama. O caso reabre o debate sobre o uso da injeção letal nos Estados Unidos, especialmente depois de falhas recentes em outros estados. ## O que aconteceu na execução Segundo o comissário do Departamento de Correções do Alabama, John Hamm, os técnicos não conseguiram encontrar uma veia adequada para aplicar a injeção letal.

A equipe tentou por várias vezes, mas o acesso venoso falhou. A punição foi adiada por causa do prazo de validade da injeção. O protocolo do estado exige que a execução comece antes da meia-noite, e a equipe não teve tempo de concluir o procedimento dentro da janela.

Kenneth Eugene Smith, de 58 anos, é o primeiro preso do país a passar por esse método de execução, que usa gás nitrogênio. Ele foi condenado pela morte de Elizabeth Sennett, assassinada em 1988. ## O que acontece agora Smith segue no corredor da morte, mas a execução não tem nova data marcada.

O Alabama, estado responsável pelo caso, afirma que o preso tentou “jogar com o sistema” ao pedir para comer a refeição antes do procedimento. A informação é do repórter de segurança nacional do The New York Times, Nicholas Bogel-Burroughs, que acompanhou o caso. ## Relembre o caso Elizabeth Sennett foi morta em 1988.

Leia também

O marido dela, Charles Sennett Sr., contratou um homem para matá-la. Ele era pastor de uma igreja e morreu por suicídio depois que as investigações apontaram sua participação no crime. Smith foi condenado pelo assassinato de Elizabeth. O caso ganhou ainda mais repercussão porque ele é um dos presos mais antigos do corredor da morte nos Estados Unidos — e a execução por injeção letal foi a primeira do país em 2026.

A execução ocorreu apesar de um pedido da própria vítima. A família de Elizabeth Sennett pediu que Smith não fosse executado. A defesa também tentou impedir a aplicação da pena na Justiça, mas não teve sucesso. ## O que diz a defesa Os advogados de Miller sustentam que a execução viola a Constituição americana.

O argumento é que o estado da Carolina do Sul teria desrespeitado a chamada cláusula do devido processo legal, que garante julgamento justo. Eles também afirmam que a escolha do método de execução — injeção letal — fere a proibição de penas cruéis e incomuns.

A defesa pediu que o procedimento fosse adiado, mas a Suprema Corte dos Estados Unidos negou o pedido. A execução foi a segunda do ano no estado da Carolina do Sul. Em janeiro, Marion Bowman Jr. também foi executado no mesmo estado. ## Quem era Brad Sigmon Sigmon foi condenado em 2002 pela morte dos pais de sua ex-namorada, David e Gladys Tuttle, na Carolina do Sul.

O crime aconteceu em 2001. Ele também foi responsável por ferir a ex-companheira com uma espingarda. Na época do crime, a ex-namorada de Sigmon testemunhou contra ele no julgamento. A defesa tentou adiar a execução alegando que o preso tinha demência, mas o pedido foi negado. ## Como foi a execução O método usado foi o fuzilamento, autorizado no estado desde 2021.

A execução ocorreu na penitenciária de Broad River, na Carolina do Sul, e foi a primeira do tipo nos Estados Unidos em 15 anos. A injeção letal, método mais comum no país, não pôde ser usada porque o estado não tem mais os medicamentos necessários.

O fuzilamento foi a alternativa prevista na lei estadual. A vítima do crime que levou Brad Keith Sigmon à pena de morte foi a ex-namorada dele, Imogene Salvatore, de 26 anos, morta em 2001 na casa dos pais dela. O caso ocorreu na Carolina do Sul, e a condenação foi decidida por um júri. ## O que dizem os advogados A defesa de Sigmon tentou, até o fim, evitar a execução.

Os advogados argumentaram que a pena de morte foi aplicada de forma desigual e que o método do pelotão de fuzilamento é cruel. Também pediram a suspensão da execução para uma revisão do caso, mas os recursos foram negados pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

Na véspera da execução, Sigmon comeu uma última refeição: frango frito, batatas fritas e feijão. Ele também recebeu atendimento de um capelão. ## Como funciona o método A execução foi a primeira nos Estados Unidos em 15 anos a usar esse método.

O pelotão de fuzilamento é previsto em lei na Carolina do Sul, mas não era aplicado desde 2011. O estado precisou reformar a câmara de execução para instalar a cadeira e o equipamento usado pelos atiradores. A pena foi aplicada após a Suprema Corte dos EUA negar um pedido de última hora da defesa de Brad Sigmon.

O condenado também pediu clemência à governadora republicana Kristi Noem, que não atendeu ao pedido. ## O crime Sigmon foi condenado pela morte dos pais de sua ex-namorada, David e Gladys Tuttle, em 2001. Ele invadiu a casa do casal, em Greenville, na Carolina do Sul, e atirou contra os dois.

O crime aconteceu depois que a namorada de Sigmon terminou o relacionamento. Ele passou 24 anos no corredor da morte. ## Execução com método incomum A execução ocorreu na noite de sexta-feira (6), na penitenciária de Broad River, na Carolina do Sul.

Foi a primeira vez que o estado usou o pelotão de fuzilamento. O método foi escolhido pelo próprio condenado, que preferiu o fuzilamento à cadeira elétrica. A injeção letal não estava disponível porque o estado não conseguiu obter o medicamento necessário.

A execução começou às 18h20 (horário local), quando três voluntários do departamento de correções atiraram. A morte foi declarada às 18h24. O governador Henry McMaster negou o pedido de clemência horas antes. ## Quem era Brad Sigmon Brad Sigmon, de 67 anos, foi condenado pela morte dos pais de sua ex-namorada, David e Gladys Tuttle, em 2001.

O crime aconteceu na casa do casal, no condado de Greenville. A sentença foi dada em 2002. Ele usou uma espingarda para matar o casal. A defesa de Sigmon tentou, sem sucesso, convencer as autoridades de que o prisioneiro sofria de doença mental grave e que a execução seria inconstitucional. ## Como foi a execução A Carolina do Sul adotou o fuzilamento como método de execução em 2021, depois que as injeções letais se tornaram difíceis de conseguir.

O estado é um dos poucos nos Estados Unidos que ainda permite esse tipo de pena capital. Antes de Sigmon, a última execução por fuzilamento nos EUA havia ocorrido em 2010, no estado de Utah. O condenado foi declarado morto às 18h22, horário local.

Sigmon foi condenado por matar a ex-namorada e o pai dela em 2001. Ele passou mais de 20 anos no corredor da morte e, em um comunicado, disse que escolheu o fuzilamento por ser “menos doloroso” que a injeção letal. ## O que diz a defesa A defesa de Sigmon tentou impedir a execução até o fim.

Os advogados argumentaram que o preso havia sido condenado por um júri que não era composto inteiramente por brancos — e que um dos jurados do caso teria feito comentários racistas durante o julgamento. Os pedidos, porém, foram negados pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

A execução foi a primeira dos EUA em 2025 e a primeira por fuzilamento no país desde 2010. O método foi autorizado em 2021, quando a Carolina do Sul aprovou uma lei que obriga condenados à morte a escolher entre injeção letal, cadeira elétrica ou fuzilamento.

A mudança aconteceu porque o estado não conseguia mais obter os medicamentos usados na injeção letal. ## Como funciona a execução O fuzilamento é feito por três atiradores voluntários da própria polícia, que usam munição especial. O condenado fica preso a uma cadeira, com um alvo posicionado sobre o coração.

Os disparos são simultâneos. A vítima é vendada, e um médico atesta o óbito após o procedimento. A escolha pelo método coube ao próprio condenado, que preferiu a execução por fuzilamento à cadeira elétrica. ## Quem era o condenado Brad Keith Sigmon, de 67 anos, foi condenado à morte pelo assassinato dos ex-sogros David e Gladys Motley, mortos a golpes de taco de beisebol em 2001.

Ele também foi sentenciado por agredir a ex-namorada. A execução foi a primeira dos Estados Unidos em 2026 e a primeira no país a usar fuzis desde 2010. O método foi aplicado por escolha do próprio condenado: a Carolina do Sul, onde o caso ocorreu, oferece três opções — injeção letal, cadeira elétrica e pelotão de fuzilamento. ## Por que o fuzilamento voltou ao debate O estado da Carolina do Sul teve que recorrer ao método porque não conseguiu obter os medicamentos necessários para a injeção letal.

A legislação local permite que o preso escolha entre as três formas de execução quando a injeção não está disponível. Segundo o Departamento de Correções da Carolina do Sul, Brad Sigmon foi declarado morto às 18h19 (horário local) desta sexta-feira (7), na penitenciária de Broad River, em Columbia. ## Como foi a execução A execução foi testemunhada por jornalistas, conforme a política do estado.

O pelotão era composto por voluntários da própria instituição. Sigmon foi amarrado a uma cadeira e recebeu um capuz preto na cabeça antes dos disparos. O governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, negou o pedido de clemência. A Suprema Corte dos EUA também recusou um pedido de última hora da defesa para suspender a execução.

A pena de morte por fuzilamento foi retomada na Carolina do Sul em 2025, depois de 15 anos sem uso. O estado é um dos poucos nos Estados Unidos que ainda recorrem a esse método. Sigmon foi condenado pela morte de David Earl Moore, de 39 anos, em 2001, após um desentendimento entre os dois. ## Última tentativa de impedir a execução A defesa de Sigmon tentou reverter a pena até os minutos finais.

Os advogados argumentaram que a lei que determina o fuzilamento era inconstitucional e que o método era “desnecessariamente doloroso” — mas os recursos foram negados pela Suprema Corte. Na véspera da execução, o preso chegou a pedir que o estado não divulgasse informações sobre o procedimento.

O pedido, porém, não foi atendido. ## Como foi a execução A execução começou por volta das 18h (horário local), na penitenciária de Columbia, na Carolina do Sul. Brad Sigmon recebeu uma injeção letal, método que ele mesmo escolheu entre as opções oferecidas pelo estado.

A Carolina do Sul é um dos poucos estados americanos que ainda permitem o fuzilamento como método de execução. A lei estadual determina que, se a injeção letal não estiver disponível, o condenado pode escolher entre a cadeira elétrica e o pelotão de fuzilamento. ## Quem era Brad Sigmon Sigmon foi condenado em 2002 pelo assassinato dos pais de sua ex-namorada, David e Gladys Larke.

Ele invadiu a casa do casal e os matou a golpes de taco de beisebol. O crime aconteceu após o fim do relacionamento com a filha do casal. Na época, a polícia encontrou Sigmon com marcas de arranhões e o taco usado no crime em seu apartamento. A defesa tentou, ao longo dos anos, argumentar que Sigmon sofria de transtornos mentais e que o histórico de violência na família deveria ser considerado.

Nenhum dos recursos, porém, impediu a execução. ## A polêmica do fuzilamento O caso reacendeu o debate sobre métodos de execução nos Estados Unidos. Grupos de direitos humanos criticam o fuzilamento por considerá-lo cruel, enquanto defensores da pena de morte argumentam que ele é mais rápido e menos sujeito a erros do que a injeção letal.

A Carolina do Sul já executou três presos desde que retomou as execuções, em 2024. Sigmon foi o primeiro a morrer por fuzilamento no estado desde 2011, quando o método foi usado pela última vez em todo o país. ## O que acontece agora A execução de Sigmon deve ser seguida por outras.

O estado tem pelo menos mais dois presos que já esgotaram os recursos e aguardam a definição da data. A escolha do método, porém, continua sendo uma decisão individual. Cada condenado pode optar entre a injeção letal, a cadeira elétrica e o fuzilamento — e a decisão de Sigmon pode influenciar os próximos casos.