Alemanha alerta para guerra indireta pior que Guerra Fria em 2026

Ministro alemão Alexander Dobrindt defende reforma que amplia poderes da inteligência, em análise no Parlamento, para enfrentar ameaças de desestabilização.

12/10/2026 10:13

2 min

Ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt.
Ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt.

O ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, afirmou nesta segunda-feira (12) que o país enfrenta uma guerra indireta com alcance superior ao da Guerra Fria. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa da BfV, a agência de inteligência interna alemã, e serviu para reforçar a necessidade de fortalecer os serviços de inteligência do país.

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Dobrindt disse que a “guerra nas sombras” tem um objetivo claro de desestabilizar a Alemanha de forma fundamental. As declarações do ministro ecoam alertas recentes do chefe da inteligência externa (BND), que já havia dito que o país corre o risco de um conflito violento com Moscou.

Reforma amplia poderes da inteligência

O projeto de reforma do governo alemão, que concede poderes mais amplos aos serviços de inteligência — incluindo a capacidade de adotar medidas defensivas ativas —, está em análise por comissões parlamentares. A primeira leitura do texto ocorreu em setembro.

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Dobrindt defendeu que a Alemanha não pode ser um “ator de segunda ou terceira categoria” no desenvolvimento de serviços e capacidades. “Precisamos permanecer na vanguarda, dados os desafios que enfrentamos”, afirmou.

Restrições históricas dos serviços alemães

Criados após a Segunda Guerra Mundial, os serviços de inteligência alemães sempre tiveram mais restrições do que os de aliados como França, Reino Unido e Estados Unidos. As limitações foram impostas ainda sob o impacto das memórias do regime nazista.

Os apelos pela ampliação dos poderes de inteligência ganharam urgência após uma série de eventos não detalhados pelo ministro. Dobrindt não citou diretamente a Rússia em sua fala, mas o contexto geopolítico e os alertas do BND apontam para o risco de um conflito violento com Moscou.

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