China supera Brasil em hidrelétricas reversíveis; país busca modelo | 2026
China consolida liderança em energia limpa com expansão recorde de hidrelétricas reversíveis, impulsionando modelo estratégico | 2026.
O país que detém maior capacidade instalada de geração elétrica por combustíveis fósseis do mundo é a China. Essa posição coloca Pequim como responsável pela emissão global equivalente à energia gerada em um terço dos países e superando os 12 Gt anuais de CO₂.
Curiosamente, esse gigante energético demonstra uma mudança radical: apenas no ano passado foram adicionados mais de 400 GW somente com fontes solar e eólica na nação chinesa. Esse aparente paradoxo reflete o sucesso de uma estratégia energética bem definida baseada não só na segurança da matriz, mas também na competitividade industrial e liderança tecnológica mundial.
Avanços verdes impulsionam a transição energética
O avanço contínuo das energias limpas é um pilar central dessa política nacional em China. A capacidade instalada do país mostra que ele está ativamente redefinindo sua pegada ambiental enquanto mantém seu papel como grande polo emissor globalmente falando no setor elétrico.
Um ponto notável nesse contexto chinês são as usinas hidrelétricas reversíveis (ou de bombeamento). O Brasil, por exemplo, não deve tentar replicar o modelo completo da nação asiática; Contudo, quando se trata desta tecnologia específica e suas cadeias produtivas associadas, a experiência chinesa serve de referência para análise regional. A liderança neste segmento é evidente: A China concentra cerca de um terço do total mundial dessa capacidade. Somente em 2024 foram construídos mais de 91 GW nessa área no último ano passado.
O foco brasileiro nas tecnologias hidráulicas
Projeções indicam que essa tendência chinês fará com que sua capacidade instalada ultrapasse os 120 GW até o final da década (em 2030), consolidando – se como líder global nesse tipo específico de geração e armazenamento energético.
Embora a matriz energética brasileira tenha características próprias, há grande interesse na estruturação de uma política consistente para fomentar as usinas hidrelétricas reversíveis. Essa tecnologia é vista por especialistas devido à reconhecida competência técnica do país em matéria hídrica e ao seu expressivo potencial no setor elétrico nacional.
Nesse sentido estratégico, duas resoluções recentes emitidas pelo Conselho Nacional de Política Energética representam avanços cruciais: Uma determina que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) deve identificar projetos com capacidade de armazenagem dentro dos limites do planejamento energético brasileiro; outra estabelece diretrizes claras.
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A segunda resolução foca em criar um mecanismo competitivo. Ela define as regras e os parâmetros necessários tanto para estudar quanto para contratar, por meio de leilões ou outros mecanismos competitivos disponíveis no mercado, os diversos tipos de serviço prestados pelos sistemas avançados de armazenamento hídrico.
Essas medidas mostram que a consolidação da agenda energética do país dependerá fundamentalmente não apenas dos recursos físicos existentes, mas também de planejamento técnico robusto e instrumentos regulatórios capazes de identificar com precisão quais projetos possuem o maior potencial econômico.
O desafio agora é transformar essas diretrizes técnicas recentes — como aquelas estabelecidas pelo CNPE —, em um plano claro e executável ao longo prazo. Isso garantirá que as usinas reversíveis possam se integrar efetivamente à operação segura e eficiente do Sistema Interligado Nacional (SIN.