China, Rússia e Reino Unido rejeitam bloqueio em Ormuz; o que esperar do Oriente Médio?

China, Rússia e Reino Unido Rejeitam Bloqueio em Estreito de Ormuz
Países como China, Rússia e Reino Unido manifestaram nesta segunda-feira, dia 13, sua oposição a interceptações de navios que pagam pedágio para cruzar o Estreito de Ormuz. Esta rota marítima é crucial, pois é responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo.
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Além disso, esses países rejeitaram a ideia de interromper a entrada e saída de embarcações dos portos iranianos. A tensão aumenta após anúncios recentes sobre possíveis ações militares na região.
Posicionamentos Diplomáticos sobre a Crise no Oriente Médio
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, pediu “calma” e “moderação” entre as partes envolvidas no conflito do Oriente Médio. Ele afirmou que a China está pronta para manter um papel construtivo.
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Segundo Guo Jiakun, a causa raiz do possível fechamento do estreito seria uma retaliação iraniana contra ações norte-americanas e israelenses. Ele reforçou que a solução passa por um cessar-fogo imediato.
A Perspectiva Chinesa e Russa
Guo Jiakun enfatizou que a manutenção da segurança e da passagem desimpedida na área beneficia os interesses internacionais. Por sua vez, Dmitry Peskov, porta-voz presidencial da Rússia, alertou que as ações norte-americanas continuariam a impactar negativamente os mercados mundiais.
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Por outro lado, Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, comunicou à BBC sua discordância com a medida de bloqueio proposta pelos Estados Unidos, deixando claro que a nação britânica não seria arrastada para um conflito armado.
Contexto dos Anúncios de Bloqueio
O cenário de tensão foi acentuado após o presidente Trump anunciar, no domingo, dia 12, que a Marinha dos EUA interceptaria qualquer navio que pagasse pedágio a Teerã no Estreito de Ormuz. Posteriormente, o Comando Central norte-americano (CENTCOM) declarou um bloqueio naval ao Irã.
Este bloqueio visava impedir a entrada ou saída de navios dos portos da República Islâmica. Em resposta, o governo iraniano alertou que nenhum porto no Golfo Pérsico e no Mar de Omã estaria seguro se os portos do país fossem ameaçados.
Reações Iranianas e do IRGC
O porta-voz da Sede Central de Khatam al-Anbiya, Ebrahim Zolfaghari, declarou que a segurança dos portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é uma questão coletiva. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) advertiu que qualquer aproximação militar ao estreito seria vista como violação do cessar-fogo.
Apesar das tensões, o IRGC ressaltou que a hidrovia permanece aberta para a passagem segura de embarcações de caráter civil, desde que sigam regulamentos especiais.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



