China impulsiona comércio da África com tarifa zero em US$ 158 bilhões

As exportações de produtos africanos para o mercado chinês cresceram significativamente no primeiro semestre de 2026. O aumento foi registrado em 22,1%, um dado apresentado nesta quarta-feira (22) pela diretora da Administração Geral de Alfândegas chinesa, Sun Meijun.
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Durante uma coletiva do Escritório de Informação do Conselho de Estado, ela detalhou que esse crescimento ocorreu após entrar vigor na China, já desde 1º de maio deste ano, nova política comercial voltada aos bens provenientes dos países africanos.
No mesmo período analisado, as exportações chinesas para a África avançaram menos: 17,3%. Em números totais, o comércio bilateral entre as duas regiões atingiu cerca de US$ 158,3 bilhões no primeiro semestre e ano corrente — um salto considerável em relação ao patamar registrado nos primeiros seis meses de 2025.
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Abertura do mercado chinês com tarifas zero
O aumento nas transações comerciais está diretamente ligado à expansão das facilidades alfandegárias.
Segundo Sun Meijun, a diretora reforçou o número atual: hoje Pequim mantém acordos preferenciais e tarifa zero em relação ao montante de 63 parceiros internacionais no geral. Dos 53 países africanos, 33 já tinham tarifa zero antes de maio; em 1º de maio, mais 20, entre eles Nigéria, Egito e África do Sul, foram incluídos até então não contempladas pela medida.
Facilitação logística com “Canal Verde”
Para agilizar ainda mais as operações logísticas dos produtos agropecuários africanos que chegam à China, a alfândega implementou o chamado “canal verde”. Este mecanismo é fundamental para classificar os países por faixas de risco sanitário.
A nova regra determina diferentes níveis de inspeção: cargas provenientes de baixo risco têm sua liberação garantida em um prazo máximo de 48 horas, exigindo apenas uma vistoria amostral. Já aquelas classificadas como alto risco passam pelo processo completo de fiscalização do carregamento inteiro.
O impacto dessa mudança foi enorme na rotina portuária; antes da criação desse canal eficiente, conseguir autorizações aduaneiras chegava a dez dias.
Modelos operacionais para produtos tropicais
A prioridade no processamento é dada a itens que dependem rigorosamente da cadeia de frio, incluindo carnes frescas ou frutas exóticas em geral. Para ilustrar o nível avançado desses procedimentos sanitários, Wang Jun, vice-diretor do órgão alfandegário chinês, apresentou como modelo operacional específico os processos utilizados na liberação sanitarista do durian. Desde 2022, China já aprovou as importações dessa fruta vinda dos cinco países localizados no Sudeste Asiático e conseguiu elevar volumes impressionantes: foram registradas mais de 1,8 milhão toneladas vendidas apenas neste ano (2025), o dobro de 2022.
Este procedimento serve hoje não só para a gestão interna chinesa. Ele é usado também como referência crucial nas negociações em andamento com produtores africanos — especialmente aqueles envolvidos na exportação de proteínas animais ou frutas tropicais —, cujas aprovações sanitárias ainda estão pendentes junto ao governo chinês.
Em 2025, China reafirmou sua posição histórica e se manteve sendo maior parceira comercial do continente Africano pelo décimo sétimo período consecutivo dos últimos tempos. Os produtos mais beneficiados pela eliminação tarifária são minerais, petróleo bruto e uma variedade crescente de itens agrícolas nobres.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Política
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